Icterícia Obstrutiva: Primeiro Exame de Imagem Essencial

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 40 anos apresenta dor epigástrica e em hipocôndrio direito, náuseas e vômitos há 3 dias e icterícia, colúria e acolia há 1 dia. Exame físico: BEG, ictérica (+/4+). Abdome globoso, flácido, sem reação à palpação, com discreta dor à palpação de epigástrio. Exames laboratoriais: Hb = 13,0 g/dL; Ht = 38,5%; GB = 4.600/mm3; Plaquetas = 252.500, TGO = 78 U/L; TGP = 71 U/L; GGT = 564 U/L, FA = 354 U/L, BT = 4,4 mg/dL (BD = 3,3 mg/dL), amilase = 49 U/L. O primeiro exame de imagem a ser realizado é

Alternativas

  1. A) ultrassonografia de abdome.
  2. B) tomografia de abdome.
  3. C) ressonância de abdome.
  4. D) colangiopancreatografia retrógrada endoscópica.
  5. E) Laparoscopia.

Pérola Clínica

Icterícia obstrutiva + dor em HD + elevação FA/GGT → USG abdominal é o primeiro exame de imagem.

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor em hipocôndrio direito, náuseas, vômitos, icterícia, colúria e acolia, associado a elevação de bilirrubina direta, GGT e FA, sugere fortemente colestase extra-hepática (obstrutiva). A ultrassonografia de abdome é o exame de imagem inicial de escolha por ser não invasiva, de baixo custo e alta sensibilidade para detectar cálculos biliares e dilatação de vias biliares.

Contexto Educacional

A icterícia obstrutiva é uma condição clínica que exige investigação diagnóstica rápida e precisa, pois pode indicar patologias graves que requerem intervenção. O quadro clínico de dor em hipocôndrio direito, náuseas, vômitos, icterícia, colúria e acolia, como o descrito, é altamente sugestivo de obstrução biliar. A elevação de bilirrubina direta, GGT e FA nos exames laboratoriais reforça essa suspeita, indicando um padrão colestático. A ultrassonografia de abdome é o exame de imagem de primeira linha para a avaliação de pacientes com suspeita de icterícia obstrutiva. Sua capacidade de identificar cálculos biliares, dilatação das vias biliares e avaliar o parênquima hepático e pancreático a torna indispensável. É um método seguro, acessível e não invasivo, que pode guiar a necessidade de exames adicionais, como colangioressonância (CPRM) ou colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), se necessário. O manejo subsequente dependerá dos achados da ultrassonografia. Se houver evidência de coledocolitíase, a CPRE pode ser terapêutica. Em casos de suspeita de lesões malignas, outros exames e biópsias podem ser necessários. O objetivo é desobstruir a via biliar para aliviar os sintomas e prevenir complicações como colangite e pancreatite.

Perguntas Frequentes

Quais achados laboratoriais são sugestivos de icterícia obstrutiva?

A icterícia obstrutiva é caracterizada por elevação predominante da bilirrubina direta, acompanhada de aumento significativo de enzimas colestáticas como Gama-Glutamil Transferase (GGT) e Fosfatase Alcalina (FA), enquanto TGO e TGP podem estar discretamente elevadas.

Por que a ultrassonografia de abdome é o exame de imagem inicial preferencial para icterícia obstrutiva?

A ultrassonografia é não invasiva, amplamente disponível e eficaz na detecção de cálculos na vesícula biliar e na via biliar principal (coledocolitíase), além de identificar dilatação das vias biliares, que são sinais diretos de obstrução.

Quais são as principais causas de icterícia obstrutiva?

As causas mais comuns incluem coledocolitíase (cálculos no ducto biliar comum), estenoses benignas ou malignas da via biliar (ex: câncer de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma), e pancreatite aguda com compressão do ducto biliar.

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