SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Paciente 46 anos com icterícia, dor abdominal em andar superior, prurido, acolia, colúria súbita iniciados há cerca de 2 meses, associado ao quadro apresentava perda ponderal de 8 kg. Quais das opções abaixo NÃO fazem parte do diagnóstico diferencial habitualmente:
Icterícia obstrutiva progressiva + perda ponderal + dor abdominal → suspeitar malignidade (pâncreas/colédoco); doença ulcerosa péptica NÃO causa icterícia obstrutiva.
O quadro de icterícia obstrutiva progressiva, dor abdominal em andar superior, prurido, acolia, colúria e perda ponderal significativa em 2 meses é altamente sugestivo de uma neoplasia obstrutiva biliar, como câncer de cabeça de pâncreas ou colangiocarcinoma distal. A coledocolitíase é um diferencial, mas a apresentação crônica e a perda ponderal são menos típicas. Doença ulcerosa péptica não causa icterícia obstrutiva.
A icterícia obstrutiva é uma condição clínica caracterizada pelo acúmulo de bilirrubina conjugada no sangue devido a um impedimento no fluxo biliar. O quadro clínico típico inclui icterícia, colúria, acolia fecal e prurido. A etiologia pode ser benigna (ex: coledocolitíase, estenoses inflamatórias) ou maligna (ex: neoplasias de cabeça de pâncreas, colédoco, ampola de Vater). A apresentação do paciente com icterícia progressiva, dor abdominal em andar superior, prurido intenso, acolia, colúria e perda ponderal significativa em um curto período de tempo é altamente sugestiva de uma causa maligna, como o adenocarcinoma de cabeça de pâncreas ou um colangiocarcinoma distal. A perda ponderal é um sinal de alerta importante para malignidade. O diagnóstico diferencial deve incluir coledocolitíase, que pode causar icterícia obstrutiva, mas geralmente com dor mais aguda e intermitente, e menos frequentemente associada a perda ponderal tão expressiva. Doença ulcerosa péptica, embora cause dor abdominal superior, não é uma causa de icterícia obstrutiva com acolia e colúria, tornando-a a opção que "NÃO faz parte do diagnóstico diferencial habitualmente" neste cenário específico. A investigação envolve exames de imagem como ultrassonografia, TC e CPRM, e, muitas vezes, biópsia para confirmação histopatológica.
Os sinais clássicos incluem icterícia (coloração amarelada da pele e escleras), colúria (urina escura devido à bilirrubina conjugada), acolia fecal (fezes claras pela ausência de bilirrubina), prurido (pelo acúmulo de sais biliares) e, frequentemente, dor abdominal.
A icterícia obstrutiva maligna (por neoplasias) tende a ser progressiva, indolor (sinal de Courvoisier-Terrier) e associada a perda ponderal e fadiga. A icterícia por coledocolitíase (benigna) é frequentemente intermitente, associada a dor tipo cólica biliar e febre/calafrios (colangite).
A ultrassonografia abdominal é o exame inicial para detectar dilatação das vias biliares. A colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou a tomografia computadorizada (TC) são exames mais detalhados para identificar a causa e a localização da obstrução. A colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER) é diagnóstica e terapêutica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo