FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Paciente 27 anos submetido a colecistectomia por videolaparoscopia devido a colelitíase há 1 ano. Iniciou quadro de icterícia (+++/IV) e dor abdominal há 1 dia, com USG de abdome revelando dilatação de via biliar intra e extra hepática. Das opções a seguir, qual a mais provável diante dos dados apresentados:
Icterícia + dilatação biliar pós-colecistectomia (tardia) → suspeitar neoplasia (pâncreas/via biliar).
Icterícia obstrutiva e dilatação biliar em paciente com colecistectomia prévia, especialmente após um intervalo assintomático, levanta forte suspeita de uma nova patologia obstrutiva. Neoplasias como câncer de cabeça de pâncreas são causas comuns de obstrução distal da via biliar, manifestando-se com icterícia progressiva e dor.
A icterícia obstrutiva é um sinal clínico importante que exige investigação rápida e precisa. Em pacientes com histórico de colecistectomia, a apresentação tardia de icterícia e dor abdominal, acompanhada de dilatação das vias biliares, deve levantar a suspeita de novas patologias, e não apenas complicações diretas da cirurgia anterior. Nesse cenário, neoplasias malignas, como o câncer de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma ou ampuloma, são causas significativas de obstrução biliar distal. O tumor na cabeça do pâncreas comprime o ducto biliar comum, resultando em icterícia progressiva, dor abdominal e, por vezes, perda de peso. A colecistectomia prévia não confere imunidade a essas condições. A abordagem diagnóstica deve incluir exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e, se necessário, colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) ou colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) para melhor visualização da árvore biliar e biópsia. Residentes devem estar atentos a esse diagnóstico diferencial para garantir o manejo adequado e oportuno.
As causas mais comuns incluem coledocolitíase, neoplasias (câncer de pâncreas, colangiocarcinoma, ampuloma), estenoses benignas (pós-cirúrgicas, pancreatite crônica) e pancreatite aguda com compressão do ducto biliar.
Tumores localizados na cabeça do pâncreas podem comprimir o ducto biliar comum (colédoco) à medida que crescem, levando à obstrução do fluxo de bile e consequente icterícia obstrutiva.
A ultrassonografia é o exame inicial para avaliar icterícia, pois pode identificar a presença de dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas, sugerindo uma causa obstrutiva e, por vezes, a localização da obstrução (ex: massa na cabeça do pâncreas ou cálculos no colédoco).
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