FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
Paciente de 77 anos de idade, com emagrecimento de 4 kg, apresentou icterícia progressiva, com prurido intenso, acolia fecal e sem manifestação de dor. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa CORRETA que apresenta o primeiro exame a ser solicitado para estabelecer o diagnóstico.
Icterícia progressiva + prurido + acolia fecal + sem dor → suspeitar de obstrução biliar maligna. USG abdome é o 1º exame.
A icterícia obstrutiva, especialmente em idosos com perda de peso e sem dor, sugere uma causa maligna (ex: tumor de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma). O ultrassom de abdome total é o exame inicial de escolha por ser não invasivo, de baixo custo e capaz de identificar dilatação das vias biliares e, muitas vezes, a causa da obstrução.
A icterícia obstrutiva é uma condição clínica caracterizada pelo acúmulo de bilirrubina conjugada devido a um bloqueio no fluxo biliar. É fundamental para estudantes e residentes reconhecer seus sinais, como icterícia progressiva, prurido intenso, acolia fecal (fezes claras) e colúria (urina escura). Em pacientes idosos, a presença de emagrecimento e ausência de dor abdominal (icterícia indolor) levanta forte suspeita de etiologia maligna, como neoplasias de cabeça de pâncreas ou colangiocarcinoma. O diagnóstico da icterícia obstrutiva começa com a suspeita clínica e a confirmação laboratorial de hiperbilirrubinemia conjugada. O exame de imagem de primeira linha é o ultrassom de abdome total. Este método é acessível, não invasivo e eficaz para identificar a dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas, além de poder localizar o nível e, por vezes, a causa da obstrução. Outros exames como TC ou RM/CPRM podem ser solicitados posteriormente para melhor detalhamento, mas o USG é o ponto de partida. A conduta terapêutica dependerá da causa da obstrução. Em casos de etiologia maligna, a abordagem pode envolver cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, além de procedimentos para alívio da obstrução (ex: drenagem biliar endoscópica ou percutânea). O prognóstico varia amplamente conforme a causa e o estágio da doença, reforçando a importância do diagnóstico precoce e da investigação adequada.
Os sinais clínicos incluem icterícia progressiva, prurido intenso, acolia fecal (fezes claras), colúria (urina escura) e, em alguns casos, dor abdominal. Em idosos, a ausência de dor pode indicar malignidade.
O ultrassom é o exame de primeira linha por ser não invasivo, de baixo custo e altamente eficaz na detecção de dilatação das vias biliares, além de frequentemente identificar a causa e o nível da obstrução.
As causas malignas são as mais comuns, como tumores de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma (tumor das vias biliares) e ampuloma (tumor da ampola de Vater).
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