UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2020
Recém-nascido, 40 semanas de idade gestacional, Apgar 9/10, sem fatores de risco, apresenta icterícia em face com 18 horas de vida. História obstétrica sem fatores de risco. Grupo sanguíneo materno: O +, do RN: B +. Exame físico: ativo, mamando bem, já eliminou mecônio e apresentou diurese. Nesse caso, está indicado:
Icterícia neonatal <24h de vida + incompatibilidade ABO possível → investigar e avaliar fototerapia.
Icterícia que surge nas primeiras 24 horas de vida é sempre considerada patológica e requer investigação imediata da causa, sendo a incompatibilidade ABO uma das principais hipóteses, especialmente com mãe O e RN A ou B. A decisão sobre fototerapia depende dos níveis de bilirrubina e da idade gestacional.
A icterícia neonatal é uma condição comum, mas quando surge nas primeiras 24 horas de vida, é sempre considerada patológica e exige investigação imediata. A importância clínica reside no risco de kernicterus, uma encefalopatia bilirrubínica grave e irreversível, se os níveis de bilirrubina indireta atingirem patamares neurotóxicos. A fisiopatologia da icterícia precoce frequentemente envolve hemólise, sendo a incompatibilidade sanguínea ABO (mãe O, RN A ou B) uma das causas mais prevalentes. O diagnóstico é feito pela avaliação clínica da icterícia e confirmado por exames laboratoriais que incluem bilirrubina total e frações, grupo sanguíneo e Rh do RN, e teste de Coombs direto. A história obstétrica e a presença de fatores de risco são cruciais para guiar a investigação. O tratamento da icterícia neonatal patológica visa reduzir os níveis de bilirrubina e prevenir o kernicterus. A fototerapia é a intervenção inicial mais comum e eficaz, enquanto a exsanguineotransfusão é reservada para casos de falha da fototerapia ou níveis de bilirrubina extremamente elevados com risco iminente de neurotoxicidade. O acompanhamento rigoroso dos níveis de bilirrubina é fundamental para uma conduta adequada.
As causas mais comuns incluem incompatibilidade sanguínea (ABO ou Rh), infecções congênitas (TORCH), deficiência de G6PD e esferocitose hereditária.
A indicação de fototerapia depende dos níveis de bilirrubina total sérica, da idade do recém-nascido em horas e da presença de fatores de risco para encefalopatia bilirrubínica, seguindo nomogramas específicos.
Devem ser solicitados bilirrubina total e frações, grupo sanguíneo e Rh do RN, Coombs direto, hemograma completo com reticulócitos e esfregaço de sangue periférico.
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