IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020
Um recém-nascido a termo, com 40 semanas de idade gestacional, de mãe primípara, não teve intercorrências no pré-natal, nasceu de parto vaginal em boas condições de vitalidade, pesando 3.500g, e foi encaminhado ao alojamento conjunto. No 1° dia de vida, apresentou dificuldade para amamentar e icterícia com 15 horas de vida. Ao exame físico, apresenta icterícia (+/4+) na face e na parte superior do tronco, com o restante do exame normal. Com base no quadro clínico descrito, o diagnóstico mais provável e a conduta correta são:
Icterícia neonatal < 24h de vida = SEMPRE patológica; investigar hemólise (Coombs, tipagem, bilirrubinas).
Icterícia que surge nas primeiras 24 horas de vida é sempre considerada patológica e requer investigação imediata, sendo a icterícia hemolítica a causa mais comum. A dificuldade de amamentação pode agravar a icterícia devido à menor ingestão e circulação êntero-hepática.
A icterícia neonatal, caracterizada pela coloração amarelada da pele e escleróticas devido ao acúmulo de bilirrubina, é um achado comum em recém-nascidos. No entanto, a icterícia que se manifesta nas primeiras 24 horas de vida é sempre considerada patológica e requer investigação imediata, pois pode indicar uma condição subjacente grave, como a doença hemolítica do recém-nascido. A dificuldade de amamentação pode contribuir para a icterícia ao reduzir a eliminação de bilirrubina. A fisiopatologia da icterícia patológica precoce frequentemente envolve um aumento na produção de bilirrubina devido à hemólise (ex: incompatibilidade ABO ou Rh) ou uma diminuição na sua depuração. O diagnóstico diferencial é crucial e inclui a coleta de história completa, exame físico e exames laboratoriais como tipagem sanguínea da mãe e do recém-nascido, teste de Coombs direto no RN, e dosagem de bilirrubina total e frações. A avaliação da zona de Kramer também auxilia na estimativa da icterícia. A conduta para icterícia patológica precoce geralmente envolve fototerapia intensiva para reduzir os níveis de bilirrubina e prevenir o kernicterus, uma encefalopatia bilirrubínica grave. Em casos de hemólise severa ou falha da fototerapia, a exsanguineotransfusão pode ser necessária. O acompanhamento rigoroso dos níveis de bilirrubina e a identificação da causa subjacente são fundamentais para um manejo eficaz e para evitar sequelas neurológicas.
A icterícia neonatal é considerada patológica se surgir nas primeiras 24 horas de vida, se a bilirrubina total aumentar rapidamente (> 0,5 mg/dL/hora), se atingir níveis muito altos para a idade gestacional, ou se houver sinais de doença subjacente.
Na icterícia precoce, são essenciais: tipagem sanguínea da mãe e do RN, teste de Coombs direto (no RN) e indireto (na mãe), dosagem de bilirrubina total e frações, hemograma completo e reticulócitos para investigar hemólise.
A fototerapia é o tratamento inicial para a maioria dos casos de icterícia neonatal significativa. Ela converte a bilirrubina não conjugada em isômeros hidrossolúveis que podem ser excretados sem conjugação hepática, reduzindo os níveis séricos e o risco de kernicterus.
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