ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2021
Considerando-se a icterícia neonatal, analisar os itens abaixo: I. A icterícia fisiológica reflete uma adaptação neonatal ao metabolismo da bilirrubina indireta e tem início precoce, em geral nas primeiras 24 horas de vida. II. A icterícia que tem início tardio, com mais de 24 horas de vida, decorre de processo patológico, com possibilidade de elevação anormal da concentração sérica de bilirrubina indireta e com possível dano cerebral. III. A icterícia associada ao leite materno em neonatos saudáveis e em aleitamento materno exclusivo pode perdurar até o segundo ou terceiro mês de vida. Está(ão) CORRETO(S):
Icterícia fisiológica inicia após 24h; icterícia do leite materno pode durar até 2-3 meses em RN saudáveis.
A icterícia neonatal fisiológica geralmente se manifesta após as primeiras 24 horas de vida, atingindo um pico entre o 3º e 5º dia e regredindo espontaneamente. Já a icterícia que surge antes de 24 horas é sempre considerada patológica e requer investigação imediata devido ao risco de hiperbilirrubinemia grave e kernicterus.
A icterícia neonatal é uma condição comum, afetando cerca de 60% dos recém-nascidos a termo e 80% dos pré-termos. É crucial para o residente de pediatria e neonatologia diferenciar a icterícia fisiológica da patológica, pois a última pode indicar condições subjacentes graves e levar a complicações neurológicas permanentes, como o kernicterus, se não for adequadamente manejada. O metabolismo da bilirrubina no neonato é imaturo, com maior produção e menor capacidade de conjugação e excreção, o que predispõe à hiperbilirrubinemia indireta. O diagnóstico da icterícia neonatal envolve a avaliação clínica da coloração da pele e escleras, além da dosagem sérica de bilirrubina total e frações. A icterícia fisiológica se inicia após 24 horas de vida, com níveis de bilirrubina que não excedem limites específicos e sem outros sinais de doença. Já a icterícia patológica se manifesta nas primeiras 24 horas, tem elevação rápida da bilirrubina, ou é prolongada. A icterícia do leite materno é um diagnóstico de exclusão, em neonatos saudáveis, em aleitamento materno exclusivo, que pode persistir por meses. O tratamento da hiperbilirrubinemia neonatal varia conforme a causa, idade gestacional, idade pós-natal e fatores de risco. A fototerapia é a intervenção mais comum para reduzir os níveis de bilirrubina, enquanto a exsanguinotransfusão é reservada para casos graves e refratários. O acompanhamento rigoroso dos níveis de bilirrubina e a identificação precoce de fatores de risco são essenciais para prevenir o kernicterus e garantir um bom prognóstico neurológico para o recém-nascido.
A icterícia neonatal patológica é caracterizada por início nas primeiras 24 horas de vida, elevação rápida dos níveis de bilirrubina, icterícia prolongada (mais de 1 semana em RN a termo ou 2 semanas em pré-termos) ou presença de outros sintomas como letargia e dificuldade de alimentação.
A icterícia fisiológica tem pico entre o 3º e 5º dia e resolve em 1-2 semanas. A icterícia do leite materno, por outro lado, geralmente aparece após o 3º-5º dia, pode persistir por semanas ou meses (até o 2º-3º mês) em neonatos saudáveis em aleitamento exclusivo, sem outros sinais de doença.
A hiperbilirrubinemia indireta não tratada pode levar ao kernicterus, uma encefalopatia bilirrubínica grave e irreversível. Esta condição causa danos cerebrais permanentes, resultando em paralisia cerebral, perda auditiva, distúrbios do movimento e deficiência intelectual.
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