SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023
Recém-nascido termo, 6 dias de vida, peso de 3100g, em aleitamento materno exclusivo, vem ao posto de saúde para coleta do teste do pezinho. Sendo observado icterícia Zona 2 de Kramer. Relato de 7 diureses e 6 evacuações nas últimas 24 horas, com fezes amarelas, explosivas e pastosas. Nasceu de parto vaginal, hospitalar, com 3300g, recebendo alta com 30 horas de vida. A mãe fez pré-natal sem intercorrências e tem tipo sanguíneo A+. Qual a melhor conduta para o bebê?
Icterícia Zona 2 de Kramer em RN termo, 6 dias, bem, aleitamento exclusivo: conduta é manter amamentação e reavaliar.
A icterícia Zona 2 de Kramer em um recém-nascido termo de 6 dias, em aleitamento materno exclusivo e com bom estado geral (boa diurese e evacuações), é frequentemente fisiológica ou relacionada ao aleitamento. Nesses casos, a conduta inicial é observar, manter o aleitamento e reavaliar, sem necessidade de exames de urgência ou internação.
A icterícia neonatal é uma condição comum, afetando cerca de 60% dos recém-nascidos a termo e 80% dos prematuros. É caracterizada pela coloração amarelada da pele e mucosas devido ao acúmulo de bilirrubina não conjugada. A maioria dos casos é fisiológica e benigna, mas a identificação de icterícia patológica é crucial para prevenir a neurotoxicidade da bilirrubina (kernicterus). A avaliação da icterícia deve considerar a idade gestacional, idade pós-natal em horas, presença de fatores de risco (incompatibilidade ABO/Rh, cefalohematoma, irmãos com icterícia, etc.), e o padrão de aleitamento. A Escala de Kramer é uma ferramenta útil para estimar a progressão da icterícia, mas a decisão de intervir ou investigar mais a fundo baseia-se em gráficos de nomogramas de bilirrubina e na avaliação clínica do bebê. Um recém-nascido termo, com 6 dias de vida, icterícia Zona 2 de Kramer, em aleitamento materno exclusivo e com boa diurese/evacuações, sugere um quadro fisiológico ou icterícia do leite materno, que geralmente não requer intervenção imediata além da observação e manutenção do aleitamento. O tratamento da icterícia patológica pode incluir fototerapia ou, em casos graves, exsanguineotransfusão. No entanto, para a maioria dos casos de icterícia fisiológica ou do aleitamento, a conduta é conservadora, focando na manutenção de uma boa hidratação e nutrição através do aleitamento materno. É fundamental orientar os pais sobre os sinais de alerta e a importância do acompanhamento.
A icterícia fisiológica geralmente aparece após 24 horas de vida, atinge o pico entre o 3º e 5º dia e desaparece em 1 a 2 semanas. É caracterizada por níveis de bilirrubina que não atingem valores patológicos e o bebê mantém bom estado geral.
A Escala de Kramer é uma ferramenta clínica que estima o nível de icterícia pela progressão céfalo-caudal. Embora útil para triagem, não substitui a dosagem de bilirrubina sérica, especialmente em casos de dúvida ou progressão rápida.
A conduta inicial é manter o aleitamento materno exclusivo, monitorar a hidratação e as eliminações do bebê, e agendar um retorno para reavaliação, pois é frequentemente um quadro fisiológico ou relacionado ao aleitamento.
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