SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025
Em relação à Icterícia Neonatal, são fatores de risco para hiperbilirrubinemia indireto os abaixo, EXCETO:
Descendência africana NÃO é fator de risco para hiperbilirrubinemia indireta neonatal.
A icterícia neonatal é comum, mas alguns fatores aumentam o risco de hiperbilirrubinemia indireta grave, como icterícia nas primeiras 24h, incompatibilidades sanguíneas (Rh, ABO), dificuldade no aleitamento com perda de peso e presença de céfalo-hematoma. A descendência africana, no entanto, não é considerada um fator de risco para hiperbilirrubinemia indireta.
A icterícia neonatal é uma condição comum, afetando cerca de 60% dos recém-nascidos a termo e 80% dos prematuros. É caracterizada pela coloração amarelada da pele e escleras devido ao acúmulo de bilirrubina, principalmente indireta (não conjugada). Embora fisiológica na maioria dos casos, a hiperbilirrubinemia indireta grave pode ser neurotóxica e levar a complicações sérias como o kernicterus, tornando o reconhecimento dos fatores de risco crucial para a prevenção e manejo. Os principais fatores de risco para hiperbilirrubinemia indireta significativa incluem o surgimento da icterícia nas primeiras 24-36 horas de vida, que sempre deve ser investigada como patológica. Incompatibilidades sanguíneas materno-fetais (Rh, ABO ou outros antígenos irregulares) causam hemólise e aumento da produção de bilirrubina. Condições que aumentam a carga de bilirrubina, como céfalo-hematoma ou outros sangramentos ocultos, também são importantes. A dificuldade no aleitamento materno, levando à desidratação e menor eliminação de bilirrubina, é outro fator relevante. É importante notar que a descendência africana, ao contrário de outras etnias como asiáticos e nativos americanos, não é considerada um fator de risco para hiperbilirrubinemia indireta grave, e em algumas populações, pode até estar associada a um risco ligeiramente menor. O manejo da icterícia neonatal envolve a monitorização dos níveis de bilirrubina, fototerapia e, em casos graves, exsanguineotransfusão, sempre considerando os fatores de risco individuais do recém-nascido.
Os fatores mais importantes incluem icterícia nas primeiras 24 horas de vida, incompatibilidade sanguínea (Rh ou ABO), prematuridade, doença hemolítica, céfalo-hematoma e dificuldade no aleitamento materno com perda de peso excessiva.
A incompatibilidade Rh ou ABO leva à hemólise dos eritrócitos fetais/neonatais devido à presença de anticorpos maternos, resultando em um aumento rápido da produção de bilirrubina indireta e risco de icterícia grave.
O céfalo-hematoma é um acúmulo de sangue sob o periósteo do crânio. A reabsorção desse sangue extravasado libera uma grande quantidade de hemoglobina, que é metabolizada em bilirrubina, aumentando a carga de bilirrubina indireta para o fígado do recém-nascido.
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