Icterícia Neonatal: Diagnóstico e Manejo

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025

Enunciado

Recém-nascido, idade gestacional de 35 semanas, adequado para idade gestacional, internado no alojamento conjunto, com 36 horas de vida, apresentou icterícia com nível de indicação para fototerapia. Parto normal. Gravidez sem intercorrências. Grupo sanguíneo e Rh: Mãe O positivo e Neonato A positivo. Hemoglobina: 14 g/dL, hematócrito:40%, reticulócitos 5%. Em aleitamento materno exclusivo. O diagnóstico provável para o caso é:

Alternativas

  1. A) Hiperbilirrubinemia indireta fisiológica.
  2. B) Hiperbilirrubinemia indireta pela prematuridade.
  3. C) Hiperbilirrubinemia indireta pelo aleitamento materno.
  4. D) Hiperbilirrubinemia indireta por doença hemolítica ABO.
  5. E) Hiperbilirrubinemia indireta por colestase.

Pérola Clínica

Icterícia neonatal precoce (<24h) ou com ↑ bilirrubina rápida → investigar causas patológicas (hemólise).

Resumo-Chave

A icterícia fisiológica é um diagnóstico de exclusão. Embora o RN seja prematuro (35 semanas), o nível de reticulócitos de 5% sugere hemólise, e a incompatibilidade ABO é uma causa comum de icterícia patológica que deve ser investigada.

Contexto Educacional

A icterícia neonatal, caracterizada pela coloração amarelada da pele e escleras devido ao acúmulo de bilirrubina, é um achado comum em recém-nascidos, afetando cerca de 60% dos RN a termo e 80% dos prematuros. Embora a maioria dos casos seja fisiológica, é crucial diferenciar as causas patológicas para prevenir a encefalopatia bilirrubínica (kernicterus), uma condição neurológica grave. A fisiopatologia envolve o metabolismo da bilirrubina, que é produzida pela degradação da hemoglobina. No neonato, a imaturidade hepática e a maior produção de bilirrubina contribuem para a icterícia fisiológica. No entanto, fatores como prematuridade, incompatibilidade sanguínea (ABO ou Rh), infecções e deficiências enzimáticas podem levar à hiperbilirrubinemia patológica, exigindo intervenção. O diagnóstico diferencial é fundamental, considerando a idade de início, velocidade de elevação da bilirrubina e presença de outros sinais. O tratamento mais comum é a fototerapia, que converte a bilirrubina em formas mais hidrossolúveis para excreção. Em casos graves, a exsanguineotransfusão pode ser necessária. O acompanhamento rigoroso dos níveis de bilirrubina é essencial.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de icterícia neonatal patológica?

Icterícia que aparece nas primeiras 24 horas de vida, aumento rápido da bilirrubina (>0,2 mg/dL/hora), níveis elevados de bilirrubina que requerem fototerapia ou exsanguineotransfusão, icterícia prolongada (>14 dias em RN a termo) e sinais de doença subjacente.

Como a incompatibilidade ABO causa icterícia neonatal?

Na incompatibilidade ABO, a mãe (geralmente O) produz anticorpos anti-A ou anti-B que atravessam a placenta e atacam os eritrócitos do feto (A ou B), causando hemólise e, consequentemente, aumento da produção de bilirrubina indireta.

Quando a fototerapia é indicada para icterícia neonatal?

A indicação de fototerapia depende da idade gestacional, idade pós-natal (em horas), nível de bilirrubina total e presença de fatores de risco para neurotoxicidade. Gráficos específicos são utilizados para guiar essa decisão.

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