Icterícia Neonatal: Risco de Encefalopatia Bilirrubínica

Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020

Enunciado

A icterícia é um dos problemas mais frequentes no período neonatal e corresponde à expressão clínica da hiperbilirrubinemia. Na maioria das vezes, a icterícia reflete uma adaptação neonatal ao metabolismo da bilirrubina e é denominada de “fisiológica”. Por outras vezes, decorre de um processo patológico, podendo alcançar concentrações elevadas e ser lesiva ao cérebro, instalando-se o quadro de encefalopatia bilirrubínica que, ao exame anatomopatológico, caracteriza-se por coloração dos gânglios da base, denominada kernicterus. Em relação a este quadro comum na vida do Pediatra, pode-se afirmar que:

Alternativas

  1. A) A doença hemolítica por incompatibilidade ABO é limitada a RN tipo A ou B de mães tipo O e só pode ocorrer a partir da segunda gestação
  2. B) A encefalopatia bilirrubínica aguda pode ocorrer com níveis plasmáticos variáveis de biblirrubina indireta, dependentes da idade gestacional, do tempo de vida, em horas, além da associação dos fatores de risco epidemiológicos e patológicos
  3. C) A hiperbilirrubinemia “fisiológica”, classicamente, é definida em RN de termo, com um nível de biblirrubina total que aumenta logo após o nascimento, atingindo seu pico médio em até 24 horas de vida e, então, declina em três semana
  4. D) Na doença hemolítica por incompatibilidade pelo fator Rh, a maioria dos pacientes apresenta uma forma com hemólise leve, hiperbilirrubinemia mínima e anemia com 3 a 6 meses de vida

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