ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2020
A icterícia neonatal ocorre em 85% dos neonatos nascidos a termo e a maioria dos casos é fisiológica. Sobre os fatores de maior risco para hiperbilirrubinemia indireta, MARQUE A CORRETA:
Baixo aporte de leite materno na 1ª semana → ↑ risco de icterícia neonatal por ↑ circulação êntero-hepática.
O baixo aporte de leite materno na primeira semana de vida pode levar a uma menor frequência de evacuações e, consequentemente, a um aumento da circulação êntero-hepática da bilirrubina, elevando os níveis séricos de bilirrubina indireta e o risco de icterícia neonatal.
A icterícia neonatal é uma condição comum, afetando a maioria dos recém-nascidos, e na maioria dos casos é fisiológica. No entanto, a hiperbilirrubinemia indireta grave pode levar à encefalopatia bilirrubínica (kernicterus), uma condição neurológica devastadora. Identificar os fatores de risco é crucial para a prevenção e o manejo adequado. Residentes devem estar atentos aos sinais de icterícia patológica e aos fatores que aumentam o risco de níveis elevados de bilirrubina. Entre os fatores de risco, o baixo aporte de leite materno na primeira semana de vida é particularmente importante. Isso ocorre porque a ingestão inadequada de leite leva a uma menor eliminação de bilirrubina pelas fezes, aumentando a reabsorção intestinal de bilirrubina não conjugada (circulação êntero-hepática). A promoção de um aleitamento materno eficaz e a monitorização do peso e da hidratação do neonato são medidas preventivas essenciais. Outros fatores de risco incluem prematuridade, incompatibilidade sanguínea (ABO ou Rh), presença de cefalohematoma, deficiência de G6PD e história familiar de icterícia grave. O manejo da icterícia neonatal envolve a avaliação dos níveis de bilirrubina, o uso de fototerapia e, em casos graves, a exsanguineotransfusão. A educação dos pais sobre os sinais de icterícia e a importância do acompanhamento pós-alta são fundamentais.
Fatores de risco incluem prematuridade, incompatibilidade sanguínea (ABO ou Rh), cefalohematoma ou equimoses extensas, deficiência de G6PD, história de irmão com icterícia que necessitou fototerapia, e baixo aporte de leite materno.
O baixo aporte de leite materno resulta em menor ingestão calórica e menor frequência de evacuações, o que retarda a eliminação da bilirrubina pelas fezes e aumenta a reabsorção intestinal (circulação êntero-hepática), elevando os níveis séricos.
A icterícia do aleitamento materno (ou por subalimentação) ocorre na primeira semana devido ao baixo aporte. A icterícia do leite materno surge após a primeira semana e é causada por substâncias no leite que inibem a conjugação da bilirrubina, sendo geralmente benigna.
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