IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2021
A icterícia neonatal é muito comum e na maioria das vezes não é patológica. Decorre do aumento de bilirrubina por aumento da produção, diminuição da eliminação e aumento da circulação enterohepática. São causas de icterícia no período neonatal, EXCETO:
Icterícia neonatal patológica → causas diversas (infecções, metabólicas, hemolíticas); Doença da membrana hialina NÃO causa icterícia.
A icterícia neonatal é comum, mas é crucial diferenciar causas fisiológicas de patológicas. A doença da membrana hialina é uma condição respiratória do prematuro e não está diretamente ligada à etiologia da icterícia, que geralmente envolve aumento da produção ou diminuição da eliminação de bilirrubina.
A icterícia neonatal é um achado comum, afetando cerca de 60% dos recém-nascidos a termo e 80% dos prematuros. É crucial para o residente de pediatria distinguir entre a icterícia fisiológica, que é benigna e autolimitada, e a icterícia patológica, que pode indicar uma condição subjacente grave e levar a complicações neurológicas como o kernicterus se não tratada. A avaliação deve incluir idade gestacional, idade pós-natal, fatores de risco e nível de bilirrubina. As causas de icterícia patológica são diversas e podem ser classificadas em aumento da produção de bilirrubina (ex: hemólise por incompatibilidade ABO/Rh, deficiência de G6PD, cefalohematoma), diminuição da eliminação (ex: atresia de vias biliares, colestase intra-hepática por infecções congênitas como toxoplasmose, sepse, galactossemia, deficiência de alfa-1 antitripsina) e aumento da circulação entero-hepática. O diagnóstico diferencial é amplo e exige uma abordagem sistemática. A doença da membrana hialina, também conhecida como síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido, é uma condição pulmonar aguda que afeta principalmente prematuros devido à imaturidade pulmonar e deficiência de surfactante. Embora seja uma condição grave do período neonatal, sua fisiopatologia não está relacionada ao metabolismo da bilirrubina e, portanto, não é uma causa direta de icterícia. É fundamental que o residente compreenda as diferentes etiologias para um manejo adequado e prevenção de sequelas.
Sinais de alerta incluem icterícia nas primeiras 24 horas de vida, aumento rápido da bilirrubina, icterícia prolongada (>14 dias em termo, >21 em pré-termo), fezes acólicas ou urina escura, e presença de outros sintomas sistêmicos.
Condições metabólicas como galactossemia, deficiência de alfa-1 antitripsina e hipotireoidismo congênito podem levar à icterícia neonatal, geralmente por disfunção hepática ou colestase.
A doença da membrana hialina é uma síndrome de desconforto respiratório aguda em prematuros, causada pela deficiência de surfactante pulmonar. Sua fisiopatologia não envolve diretamente o metabolismo da bilirrubina ou a função hepática.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo