HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
Recém-nascido a termo, nascido de parto normal, está em alojamento conjunto. No exame físico realizado com 12 horas de vida apresenta icterícia zona I leve, sem outras alterações. A conduta inicialmente indicada para esse caso é:
Icterícia neonatal nas primeiras 24h de vida (zona I leve) → sempre patológica, exige dosagem de bilirrubina.
Qualquer icterícia que apareça nas primeiras 24 horas de vida é considerada patológica, independentemente da zona de Kramer, e requer investigação imediata com dosagem de bilirrubina total e frações para determinar a causa e o risco de progressão.
A icterícia neonatal, caracterizada pela coloração amarelada da pele e escleróticas devido ao acúmulo de bilirrubina, é uma condição comum em recém-nascidos. Embora a maioria dos casos seja de icterícia fisiológica, é crucial diferenciar as formas patológicas, que podem levar a complicações neurológicas graves como o kernicterus. A icterícia que surge nas primeiras 24 horas de vida, mesmo que leve e restrita à zona I de Kramer, é sempre considerada patológica e exige investigação imediata. Isso ocorre porque a produção de bilirrubina é elevada e a capacidade de conjugação hepática do RN é imatura, e qualquer fator adicional que aumente a hemólise ou dificulte a excreção pode levar a níveis perigosamente altos de bilirrubina indireta. A conduta inicial para icterícia precoce é a coleta de bilirrubina total e frações, juntamente com tipagem sanguínea do RN e da mãe (se não conhecida), Coombs direto, hemograma completo e reticulócitos. Esses exames auxiliam na identificação da causa (ex: doença hemolítica) e na avaliação do risco de hiperbilirrubinemia grave, orientando a necessidade de fototerapia ou outras intervenções. Observar ou hidratar sem dosar a bilirrubina seria uma conduta inadequada.
Icterícia que surge nas primeiras 24 horas de vida, aumento da bilirrubina total > 5 mg/dL/dia, bilirrubina total > 12 mg/dL em RN a termo, icterícia persistente por mais de 8 dias em RN a termo ou 14 dias em prematuros, e bilirrubina direta > 2 mg/dL ou > 20% da bilirrubina total.
A dosagem permite confirmar a hiperbilirrubinemia, avaliar a velocidade de elevação e diferenciar entre hiperbilirrubinemia indireta (mais comum e com risco de kernicterus) e direta (que indica colestase e requer investigação específica).
As causas mais comuns incluem doença hemolítica por incompatibilidade sanguínea (ABO ou Rh), deficiência de G6PD, esferocitose hereditária, cefalohematoma e infecções congênitas ou sepse.
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