Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025
Recém-nascido de 21 dias, em bom estado geral, com ganho de peso satisfatório, em aleitamento materno exclusivo, apresenta icterícia clinicamente evidente desde o quarto dia de vida. Exame físico: ativo, reativo, normocorado, ictérico ++/4 até zona 3 de Krammer; sem maasas abdominais ou visceromegalias. Exames complementares: BT: 15,7mg/dl; BI: 14,9mg/dl; Tipagem sanguínea: mãe: B positivo, RN: O negativo; Teste de Coombs direto: negativo. A principal hipótese diagnóstica é:
RN > 7 dias, aleitamento exclusivo, bom estado geral, BI elevada, Coombs negativo → Icterícia do leite materno.
A icterícia do leite materno é um diagnóstico de exclusão em recém-nascidos saudáveis, em aleitamento materno exclusivo, com bom ganho ponderal e sem sinais de hemólise ou colestase. Ela se manifesta após a primeira semana de vida e pode persistir por semanas.
A icterícia neonatal é uma condição comum, afetando até 60% dos recém-nascidos a termo. A icterícia do leite materno é uma das causas mais frequentes de hiperbilirrubinemia indireta prolongada em neonatos saudáveis, sendo crucial para o residente saber diferenciá-la de condições patológicas que exigem intervenção imediata. A fisiopatologia da icterícia do leite materno envolve fatores presentes no leite materno que aumentam a reabsorção entero-hepática da bilirrubina, como a beta-glicuronidase, e a diminuição da conjugação hepática. O diagnóstico é de exclusão, baseado na história clínica, exame físico e exames laboratoriais que afastam outras causas, como incompatibilidade sanguínea ou infecções. O manejo da icterícia do leite materno geralmente é conservador, com manutenção do aleitamento materno. A fototerapia é reservada para níveis de bilirrubina que se aproximam dos limites de toxicidade, visando prevenir a encefalopatia bilirrubínica. O prognóstico é excelente, com resolução espontânea e sem sequelas.
Os critérios incluem recém-nascido a termo, em aleitamento materno exclusivo, bom estado geral, ganho de peso adequado, icterícia que persiste após a primeira semana de vida e ausência de outras causas de hiperbilirrubinemia, como hemólise (Coombs negativo).
Geralmente, não é necessário interromper o aleitamento materno. A fototerapia pode ser indicada em casos de níveis muito elevados de bilirrubina, mas a maioria dos casos resolve-se espontaneamente sem intervenção.
A diferenciação envolve a avaliação do estado geral do RN, ganho de peso, presença de sinais de hemólise (anemia, reticulocitose, Coombs positivo) ou colestase (bilirrubina direta elevada, acolia fecal), e o padrão de elevação da bilirrubina.
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