UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021
Uma paciente de 65 anos apresenta-se ictérica há duas semanas, sem história de dor abdominal. Na ultrassonografia, a vesícula mostra-se distendida. O diagnóstico mais provável é:
Icterícia indolor + vesícula distendida (sinal de Courvoisier) → alta suspeita de obstrução biliar maligna, especialmente tumor de cabeça de pâncreas.
A icterícia indolor, associada a uma vesícula biliar distendida à ultrassonografia (Sinal de Courvoisier), é um achado clássico de obstrução biliar distal por uma massa maligna, sendo o tumor de cabeça de pâncreas a causa mais comum. A ausência de dor abdominal diferencia de pancreatite ou colecistite aguda, que geralmente cursam com dor.
A icterícia é um sinal clínico importante que indica acúmulo de bilirrubina no sangue, e sua etiologia pode variar de causas benignas a malignas. A icterícia indolor, em particular, é um sinal de alarme que frequentemente aponta para uma obstrução biliar de origem neoplásica, sendo o tumor de cabeça de pâncreas a causa mais comum, seguido por colangiocarcinoma e ampuloma. A apresentação clínica de icterícia indolor, associada à detecção de uma vesícula biliar distendida à ultrassonografia (o clássico Sinal de Courvoisier), é altamente sugestiva de uma obstrução biliar distal por uma massa maligna. A ausência de dor ocorre porque a obstrução é gradual, permitindo a dilatação progressiva da vesícula sem causar inflamação aguda ou cólica biliar. Outros sintomas que podem acompanhar incluem perda de peso, anorexia e esteatorreia. O diagnóstico envolve exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) com colangiopancreatografia (CPRM) para localizar a lesão e avaliar sua ressecabilidade. A biópsia é necessária para confirmação histopatológica. O tratamento depende do estágio da doença, podendo incluir cirurgia (duodenopancreatectomia), quimioterapia e radioterapia, ou procedimentos paliativos para alívio da obstrução biliar. O prognóstico para o câncer de pâncreas é geralmente reservado, destacando a importância do diagnóstico precoce.
O Sinal de Courvoisier é a presença de uma vesícula biliar palpável e indolor em um paciente ictérico. Ele sugere obstrução biliar distal por uma causa maligna, como um tumor de cabeça de pâncreas ou colangiocarcinoma, pois a obstrução gradual permite que a vesícula se distenda sem inflamação aguda.
A icterícia por tumor de pâncreas é tipicamente indolor e progressiva, frequentemente associada ao Sinal de Courvoisier. Icterícia por coledocolitíase geralmente cursa com dor tipo cólica biliar e pode ser intermitente. Pancreatite aguda causa dor epigástrica intensa e irradiação para o dorso.
Após a ultrassonografia inicial que mostra a vesícula distendida e dilatação das vias biliares, a tomografia computadorizada (TC) de abdome com contraste ou a ressonância magnética (RM) com colangiopancreatografia (CPRM) são essenciais para localizar a obstrução e caracterizar a massa pancreática ou biliar.
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