UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
Em relação à icterícia fisiológica do RN, pode-se afirmar que:
Icterícia fisiológica RN: visível 2-3d, pico 2-4d, regride 5-7d.
A icterícia fisiológica do RN é um fenômeno benigno devido à imaturidade hepática para conjugar bilirrubina e ao aumento da produção por hemólise de hemácias fetais. É importante diferenciar da icterícia patológica.
A icterícia fisiológica do recém-nascido é uma condição comum e benigna, afetando cerca de 60% dos RN a termo e 80% dos prematuros. É a manifestação clínica da hiperbilirrubinemia indireta e representa um desafio diagnóstico para diferenciar das causas patológicas. Sua fisiopatologia envolve o aumento da produção de bilirrubina devido à maior massa eritrocitária e menor vida útil das hemácias fetais, somado à imaturidade do sistema enzimático hepático (glicuroniltransferase) responsável pela conjugação e excreção da bilirrubina. Clinicamente, torna-se visível entre o segundo e terceiro dias de vida, atinge um pico entre o segundo e quarto dia, e regride entre o quinto e sétimo dia. O manejo consiste principalmente em observação, mas é crucial monitorar os níveis de bilirrubina para identificar casos que evoluem para hiperbilirrubinemia grave, que pode levar a kernicterus. A fototerapia é a principal intervenção para reduzir os níveis de bilirrubina indireta, prevenindo neurotoxicidade.
A icterícia fisiológica surge após 24 horas de vida, atinge pico entre o 2º e 4º dia, e regride até o 7º dia em RN a termo. Os níveis de bilirrubina indireta não devem ultrapassar limites de risco.
Resulta da maior produção de bilirrubina (vida mais curta das hemácias fetais e maior volume eritrocitário) e da limitada capacidade hepática neonatal de captar, conjugar e excretar a bilirrubina devido à imaturidade enzimática.
É patológica se surgir nas primeiras 24 horas de vida, se os níveis de bilirrubina aumentarem rapidamente, se persistir por mais de 2 semanas, ou se houver sinais de doença subjacente.
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