Icterícia Conjugada: Principais Causas e Diagnóstico Diferencial

ISMEP - Instituto de Saúde e Medicina de Brasília (DF) — Prova 2023

Enunciado

O quadro clínico de icterícia pode ser secundário ao aumento das bilirrubinas conjugadas, das não conjugadas ou de ambas. Em pacientes nos quais a icterícia tem predomínio de bilirrubinas conjugadas, é correto aventar como hipóteses diagnósticas

Alternativas

  1. A) Tumores periampulares, coledocolitíase e cirrose avançada.
  2. B) Tumores periampulares, coledocolitíase e hemólise.
  3. C) Colangite biliar primária, coledocolitíase e cirrose avançada.
  4. D) Ascaris lumbricoides, tumores periampulares e hemólise.
  5. E) Ascaris lumbricoides, tumores periampulares e colangite biliar primária.

Pérola Clínica

Icterícia com predomínio de bilirrubina conjugada → pensar em causas obstrutivas ou hepatocelulares graves.

Resumo-Chave

A icterícia com predomínio de bilirrubina conjugada indica um problema na excreção da bilirrubina, seja por obstrução biliar (tumores periampulares, coledocolitíase, Ascaris lumbricoides) ou por disfunção hepatocelular grave (cirrose avançada, colangite biliar primária).

Contexto Educacional

A icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e mucosas, é um sinal clínico importante que reflete o acúmulo de bilirrubina no sangue. A diferenciação entre icterícia com predomínio de bilirrubina não conjugada e conjugada é o primeiro passo para o diagnóstico etiológico. A icterícia conjugada, também conhecida como colestática, ocorre quando há um impedimento na excreção da bilirrubina já processada pelo fígado, seja por uma obstrução mecânica das vias biliares ou por uma disfunção hepatocelular grave. As causas de icterícia conjugada são diversas e podem ser classificadas em intra-hepáticas (disfunção dos hepatócitos ou ductos biliares intra-hepáticos) e extra-hepáticas (obstrução das vias biliares maiores). Entre as causas extra-hepáticas, destacam-se a coledocolitíase (cálculos no ducto colédoco), tumores periampulares (cabeça de pâncreas, ampola de Vater, colédoco distal), estenoses biliares e, em regiões endêmicas, parasitoses como a ascaridíase biliar (Ascaris lumbricoides). As causas intra-hepáticas incluem doenças colestáticas primárias (como a colangite biliar primária e a colangite esclerosante primária), hepatites agudas e crônicas graves, cirrose avançada e lesão hepática induzida por drogas. A investigação diagnóstica envolve exames laboratoriais (bilirrubinas, enzimas hepáticas, marcadores de colestase) e de imagem (ultrassonografia abdominal, colangioressonância, CPRE) para identificar a causa subjacente e guiar o tratamento adequado.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre icterícia conjugada e não conjugada?

A icterícia não conjugada ocorre por excesso de produção de bilirrubina ou falha na captação/conjugação hepática. A icterícia conjugada, ou colestática, resulta de um problema na excreção da bilirrubina já conjugada pelo fígado, seja por obstrução biliar ou disfunção hepatocelular.

Quais são as principais causas de icterícia com predomínio de bilirrubina conjugada?

As principais causas incluem obstruções biliares (coledocolitíase, tumores periampulares, estenoses, parasitoses como Ascaris lumbricoides), doenças hepatocelulares graves (hepatites agudas/crônicas, cirrose avançada) e doenças colestáticas primárias (colangite biliar primária, colangite esclerosante primária).

Como diferenciar causas obstrutivas de hepatocelulares na icterícia conjugada?

Exames de imagem (ultrassonografia, colangioressonância) são cruciais para identificar dilatação das vias biliares, sugerindo obstrução. Exames laboratoriais como enzimas hepáticas (AST/ALT) e marcadores de colestase (FA/GGT) também ajudam: elevações proeminentes de FA/GGT com AST/ALT menos elevadas sugerem obstrução, enquanto elevações acentuadas de AST/ALT sugerem dano hepatocelular.

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