Icterícia Colestática Maligna: Sinais Chave e Diagnóstico

PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2021

Enunciado

Nas síndromes colestáticas, é importante diferenciar etiologias benignas como cálculos de neoplasias periampulares. Dentre as alternativas listadas, qual contém exclusivamente características relativas à icterícia colestática causada por neoplasias malignas:

Alternativas

  1. A) Bilirrubina total acima de 10 ng/dL, presença de ascite, idade inferior a 40 anos
  2. B) Icterícia progressiva, dor à palpitação da vesícula biliar, evolução em menos de 10 dias
  3. C) Bilirrubina total abaixo de 10 ng/dL, idade superior a 60 anos, perda de 10% do peso em 6 meses
  4. D) Icterícia progressiva, vesícula biliar palpável e indolor, bilirrubina total acima de 10 ng/dL

Pérola Clínica

Icterícia colestática maligna → progressiva, indolor, vesícula palpável (Courvoisier), BT > 10 mg/dL.

Resumo-Chave

A icterícia colestática causada por neoplasias malignas periampulares (p.ex., câncer de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma) tipicamente se apresenta de forma progressiva e indolor. A presença de vesícula biliar palpável e indolor (sinal de Courvoisier) é um achado clássico que sugere obstrução distal do ducto biliar por uma massa, e os níveis de bilirrubina total geralmente são significativamente elevados.

Contexto Educacional

As síndromes colestáticas representam um desafio diagnóstico, sendo crucial diferenciar causas benignas, como cálculos biliares, de etiologias malignas, como neoplasias periampulares. A icterícia é o sintoma mais proeminente, resultante do acúmulo de bilirrubina conjugada devido à obstrução do fluxo biliar. A importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce para intervenção adequada, especialmente em casos de malignidade. A fisiopatologia da colestase maligna envolve a compressão ou invasão dos ductos biliares por um tumor, impedindo o fluxo da bile. Clinicamente, a icterícia por malignidade tende a ser progressiva e indolor, ao contrário da icterícia por cálculos, que pode ser intermitente e associada à dor biliar. A suspeita de malignidade deve surgir em pacientes idosos com icterícia de início recente, perda de peso inexplicada e, em alguns casos, vesícula biliar palpável e indolor (sinal de Courvoisier). O tratamento da colestase maligna frequentemente envolve a descompressão biliar, seja por via endoscópica (CPRE com stent) ou cirúrgica, para aliviar os sintomas e permitir a investigação e tratamento oncológico. O prognóstico varia conforme o tipo e estágio do tumor. A avaliação inclui exames laboratoriais (bilirrubinas, enzimas hepáticas), ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e, por vezes, CPRE ou ecoendoscopia para biópsia e estadiamento.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características da icterícia colestática maligna?

A icterícia colestática maligna é tipicamente progressiva, indolor e pode ser acompanhada de prurido. O sinal de Courvoisier, caracterizado por uma vesícula biliar palpável e indolor, é um achado clássico que sugere obstrução biliar distal por uma neoplasia.

O que é o sinal de Courvoisier e qual sua importância clínica?

O sinal de Courvoisier é a presença de uma vesícula biliar palpável e indolor em um paciente com icterícia. Ele sugere que a obstrução do ducto biliar comum é causada por uma massa extrínseca (como um tumor de cabeça de pâncreas ou colangiocarcinoma) e não por cálculos biliares, pois a vesícula não está fibrótica e pode dilatar.

Quais neoplasias periampulares podem causar icterícia colestática?

As neoplasias periampulares que podem causar icterícia colestática incluem o adenocarcinoma de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma (tumor do ducto biliar), ampuloma (tumor da ampola de Vater) e, menos comumente, carcinoma duodenal.

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