PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2021
Nas síndromes colestáticas, é importante diferenciar etiologias benignas como cálculos de neoplasias periampulares. Dentre as alternativas listadas, qual contém exclusivamente características relativas à icterícia colestática causada por neoplasias malignas:
Icterícia colestática maligna → progressiva, indolor, vesícula palpável (Courvoisier), BT > 10 mg/dL.
A icterícia colestática causada por neoplasias malignas periampulares (p.ex., câncer de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma) tipicamente se apresenta de forma progressiva e indolor. A presença de vesícula biliar palpável e indolor (sinal de Courvoisier) é um achado clássico que sugere obstrução distal do ducto biliar por uma massa, e os níveis de bilirrubina total geralmente são significativamente elevados.
As síndromes colestáticas representam um desafio diagnóstico, sendo crucial diferenciar causas benignas, como cálculos biliares, de etiologias malignas, como neoplasias periampulares. A icterícia é o sintoma mais proeminente, resultante do acúmulo de bilirrubina conjugada devido à obstrução do fluxo biliar. A importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce para intervenção adequada, especialmente em casos de malignidade. A fisiopatologia da colestase maligna envolve a compressão ou invasão dos ductos biliares por um tumor, impedindo o fluxo da bile. Clinicamente, a icterícia por malignidade tende a ser progressiva e indolor, ao contrário da icterícia por cálculos, que pode ser intermitente e associada à dor biliar. A suspeita de malignidade deve surgir em pacientes idosos com icterícia de início recente, perda de peso inexplicada e, em alguns casos, vesícula biliar palpável e indolor (sinal de Courvoisier). O tratamento da colestase maligna frequentemente envolve a descompressão biliar, seja por via endoscópica (CPRE com stent) ou cirúrgica, para aliviar os sintomas e permitir a investigação e tratamento oncológico. O prognóstico varia conforme o tipo e estágio do tumor. A avaliação inclui exames laboratoriais (bilirrubinas, enzimas hepáticas), ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e, por vezes, CPRE ou ecoendoscopia para biópsia e estadiamento.
A icterícia colestática maligna é tipicamente progressiva, indolor e pode ser acompanhada de prurido. O sinal de Courvoisier, caracterizado por uma vesícula biliar palpável e indolor, é um achado clássico que sugere obstrução biliar distal por uma neoplasia.
O sinal de Courvoisier é a presença de uma vesícula biliar palpável e indolor em um paciente com icterícia. Ele sugere que a obstrução do ducto biliar comum é causada por uma massa extrínseca (como um tumor de cabeça de pâncreas ou colangiocarcinoma) e não por cálculos biliares, pois a vesícula não está fibrótica e pode dilatar.
As neoplasias periampulares que podem causar icterícia colestática incluem o adenocarcinoma de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma (tumor do ducto biliar), ampuloma (tumor da ampola de Vater) e, menos comumente, carcinoma duodenal.
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