Icterícia Obstrutiva: Diagnóstico e Primeiro Exame de Imagem

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021

Enunciado

Mulher de 40 anos apresenta dor epigástrica e em hipocôndrio direito, náuseas e vômitos há 3 dias e icterícia, colúria e acolia há 1 dia. Exame físico: BEG, ictérica (+/4+). Abdome globoso, flácido, sem reação à palpação, com discreta dor à palpação de epigástrio. Exames laboratoriais: Hb = 12,8 g/dL; Ht = 38%; GB = 4,5 103 /mm³ ; Plaquetas = 222,5 103 /mm³ ; TGO = 68 U/L; TGP = 73 U/L; GGT = 546 U/L, FA = 334 U/L, BT = 4,3 mg/dL (BD = 3,2 mg/dL), amilase = 49 U/L. O primeiro exame de imagem a ser realizado é:

Alternativas

  1. A) ultrassonografia de abdome.
  2. B) tomografia de abdome.
  3. C) ressonância de abdome.
  4. D) colangiopancreatografia retrógrada endoscópica.
  5. E) nenhuma das alternativas anteriores.

Pérola Clínica

Icterícia obstrutiva + dor abdominal → USG abdominal é o exame inicial de escolha para avaliar vias biliares.

Resumo-Chave

A ultrassonografia de abdome é o exame de imagem inicial mais acessível e eficaz para investigar icterícia colestática, permitindo identificar dilatação das vias biliares e a presença de cálculos na vesícula ou colédoco, direcionando a conduta subsequente.

Contexto Educacional

A icterícia colestática é uma condição clínica caracterizada pelo acúmulo de bilirrubina conjugada no sangue devido à obstrução do fluxo biliar. É fundamental para o residente reconhecer os sinais e sintomas, como icterícia, colúria, acolia fecal e prurido, que indicam a necessidade de investigação imediata. A etiologia pode variar desde causas benignas, como coledocolitíase, até malignas, como tumores pancreáticos ou de vias biliares. O diagnóstico da icterícia colestática inicia-se com uma anamnese detalhada e exame físico, seguido por exames laboratoriais que demonstrem padrão colestático (bilirrubina direta elevada, FA e GGT aumentadas). O primeiro exame de imagem a ser solicitado é a ultrassonografia de abdome. Este método é não invasivo, de baixo custo e alta sensibilidade para detectar dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas, além de identificar cálculos na vesícula biliar ou no colédoco, que são as causas mais comuns de obstrução. A partir dos achados da ultrassonografia, a conduta pode ser direcionada. Se houver dilatação e suspeita de coledocolitíase, outros exames como a colangiorressonância (CPRM) podem ser indicados para detalhar a anatomia e a causa da obstrução antes de uma intervenção terapêutica como a CPRE. O manejo precoce é crucial para prevenir complicações como colangite e pancreatite biliar.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de icterícia obstrutiva?

A icterícia obstrutiva manifesta-se com pele e mucosas amareladas, colúria (urina escura devido à bilirrubina conjugada) e acolia fecal (fezes claras pela ausência de bilirrubina no intestino), frequentemente acompanhada de dor abdominal e prurido.

Por que a ultrassonografia é o primeiro exame para icterícia?

A ultrassonografia é o exame inicial devido à sua não invasividade, baixo custo e capacidade de identificar rapidamente a dilatação das vias biliares e a presença de cálculos na vesícula ou colédoco, que são causas comuns de obstrução.

Quais exames laboratoriais sugerem icterícia colestática?

Exames laboratoriais que sugerem icterícia colestática incluem elevação predominante da bilirrubina direta, aumento significativo da fosfatase alcalina (FA) e gama-glutamil transferase (GGT), indicando obstrução do fluxo biliar.

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