UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015
A icterícia com padrão colestático obstrutivo caracteriza-se por:
Icterícia colestática obstrutiva = Icterícia + Colúria + Acolia + Bilirrubina direta ↑ + FA ↑ + GGT ↑.
A icterícia com padrão colestático obstrutivo é caracterizada pela tríade clínica de icterícia, colúria (urina escura devido à bilirrubina conjugada) e acolia fecal (fezes claras pela ausência de bilirrubina no intestino), acompanhada laboratorialmente por elevação proeminente da bilirrubina direta, fosfatase alcalina (FA) e gama-glutamil transferase (GGT).
A icterícia é um sinal clínico comum que indica um distúrbio no metabolismo ou excreção da bilirrubina. A icterícia colestática obstrutiva, especificamente, refere-se ao acúmulo de bilirrubina devido a um impedimento no fluxo da bile, seja intra ou extra-hepático. É crucial para o diagnóstico diferencial de doenças hepato-biliares e para guiar a investigação etiológica. A fisiopatologia envolve a obstrução do fluxo biliar, levando ao refluxo de bilirrubina conjugada para a corrente sanguínea. Isso resulta em icterícia, colúria (bilirrubina na urina) e acolia fecal (ausência de bilirrubina nas fezes). O diagnóstico laboratorial é caracterizado por elevação da bilirrubina direta, fosfatase alcalina e gama-GT. A suspeita deve surgir em pacientes com icterícia e sintomas associados como prurido, fezes claras e urina escura. O tratamento depende da causa subjacente da obstrução, que pode ser um cálculo biliar, tumor (pâncreas, via biliar), estenose, entre outros. O prognóstico varia amplamente e a identificação precoce da etiologia é fundamental para o manejo adequado e para evitar complicações como colangite e insuficiência hepática.
Os sinais clássicos incluem icterícia (coloração amarelada da pele e escleras), colúria (urina escura devido à bilirrubina conjugada) e acolia fecal (fezes claras ou esbranquiçadas pela ausência de bilirrubina no intestino).
Os exames mais indicativos são a elevação da bilirrubina direta (conjugada), da fosfatase alcalina (FA) e da gama-glutamil transferase (GGT), geralmente com elevações menos proeminentes das transaminases (ALT/AST).
Na colestase obstrutiva, FA e GGT são marcadamente elevadas, enquanto na hepatocelular, as transaminases (ALT/AST) são predominantemente elevadas, indicando dano hepatocelular direto.
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