UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
As mudanças que ocorrem com o envelhecimento modificam a farmacocinética e a farmacodinâmica dos fármacos, com alterações em sua distribuição, metabolização e eliminação, repercutindo no efeito no organismo do idoso. Sobre iatrogenia medicamentosa, podemos afirmar que:
Idosos são mais suscetíveis a iatrogenia medicamentosa devido a alterações farmacocinéticas/farmacodinâmicas e polifarmácia.
O envelhecimento altera a absorção, distribuição, metabolismo e eliminação dos fármacos, além de modificar a sensibilidade dos receptores. Isso, somado à polifarmácia e comorbidades, aumenta significativamente o risco de reações adversas e iatrogenia medicamentosa em idosos.
A iatrogenia medicamentosa em idosos é um problema de saúde pública, com alta morbidade e mortalidade. O envelhecimento fisiológico acarreta mudanças na composição corporal (aumento da gordura, diminuição da água), na função hepática e renal, e na sensibilidade dos receptores, alterando a farmacocinética (absorção, distribuição, metabolismo, eliminação) e farmacodinâmica dos fármacos. A polifarmácia, comum em idosos com múltiplas comorbidades, potencializa o risco de interações medicamentosas e reações adversas. É fundamental que o médico esteja atento aos medicamentos potencialmente inapropriados para idosos, guiando-se por ferramentas como os Critérios de Beers. Diuréticos, por exemplo, podem causar desidratação e hipotensão ortostática, elevando o risco de quedas. Anticoagulantes exigem avaliação rigorosa de risco/benefício, especialmente em muito idosos, devido ao risco de sangramentos. A cinarizina, um anti-histamínico com propriedades anti-vertigem, pode induzir sintomas extrapiramidais, como tremor, em uso prolongado. A prevenção da iatrogenia envolve a revisão periódica da medicação (deprescribing), a educação do paciente e cuidador, e a escolha de fármacos com menor perfil de risco. O uso de benzodiazepínicos, por exemplo, deve ser evitado ou restrito a curtos períodos em idosos, pois comprovadamente aumenta o risco de quedas, um dos principais fatores de morbimortalidade nessa população. A compreensão dessas nuances é crucial para uma prescrição segura e eficaz na geriatria.
Fatores incluem alterações na farmacocinética e farmacodinâmica, polifarmácia, múltiplas comorbidades, uso de medicamentos inapropriados (Critérios de Beers) e menor reserva fisiológica.
Diuréticos podem causar desidratação, hipotensão ortostática (aumentando risco de quedas), desequilíbrio eletrolítico e, em alguns casos, exacerbar a incontinência urinária.
Benzodiazepínicos aumentam o risco de quedas, sedação, confusão mental e comprometimento cognitivo em idosos devido à sua meia-vida prolongada e maior sensibilidade do SNC.
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