UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2021
O critério eletrocardiográfico para IAMCST inclui elevação do segmento ST em duas derivações contíguas, sendo correto de acordo com Sociedade Brasileira de Cardiologia, a alternativa
IAMCST: elevação ST em V2-V3 > 2,5mm (<40 anos H), > 2mm (≥40 anos H), > 1,5mm (M); > 1mm nas demais.
O diagnóstico de Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCST) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido. Os critérios eletrocardiográficos são cruciais e variam conforme sexo e idade nas derivações V2-V3, sendo mais rigorosos em homens jovens e mulheres, e um limiar de 1mm nas demais derivações.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCST) é uma emergência cardiológica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para minimizar a lesão miocárdica. O eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações é a ferramenta diagnóstica mais importante e deve ser realizado e interpretado em até 10 minutos da chegada do paciente ao serviço de emergência. Os critérios eletrocardiográficos para IAMCST incluem a elevação do segmento ST em duas derivações contíguas. É fundamental conhecer os valores de corte específicos, que variam de acordo com o sexo e a idade, especialmente nas derivações precordiais V2-V3. Para homens com idade inferior a 40 anos, a elevação deve ser ≥ 2,5 mm; para homens com 40 anos ou mais, ≥ 2 mm; e para mulheres, ≥ 1,5 mm. Nas demais derivações, o critério é uma elevação ≥ 1 mm. A correta interpretação desses critérios é vital para diferenciar o IAMCST de outras condições que podem causar supradesnivelamento do ST (como repolarização precoce benigna, pericardite ou aneurisma ventricular) e para guiar a decisão terapêutica urgente, que geralmente envolve a reperfusão coronariana por angioplastia primária ou trombólise. O atraso no diagnóstico e tratamento impacta diretamente a morbidade e mortalidade dos pacientes.
Os principais achados incluem elevação do segmento ST em duas ou mais derivações contíguas, ondas Q patológicas (que podem surgir posteriormente), e alterações na onda T (inversão ou apiculamento).
Os critérios variam devido a diferenças fisiológicas na repolarização ventricular entre homens e mulheres, e em diferentes faixas etárias, que podem levar a um supradesnivelamento do ST benigno (repolarização precoce) mais proeminente em homens jovens.
O diagnóstico rápido do IAMCST é crucial porque o tempo é músculo. A reperfusão precoce, seja por trombólise ou angioplastia primária, é fundamental para limitar o tamanho do infarto, preservar a função ventricular e melhorar o prognóstico do paciente.
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