IAMcST Pós-Angioplastia: Prescrição e Manejo na Internação

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Um paciente foi admitido com IAM com supradesnivelamento de ST aonde foi submetido à angioplastia primária com colocação de stent farmacológico em DA. Assinale a alternativa correta quanto a sua prescrição durante a internação:

Alternativas

  1. A) Uso de estatina deve ser usada após alta do CTI para evitar hepatotoxicidade e elevação de enzimas musculares na fase aguda.
  2. B) Uso de dupla antiagregação plaquetária, com uso concomitante de anticoagulante na fase aguda.
  3. C) O uso de beta-bloqueador deve ser usado na fase subaguda, exceto nos casos de fibrilação atrial ou sinais de insuficiência cardíaca e nas contra-indicações formais do uso dessas drogas, dando sempre preferência para uso parenteral.
  4. D) O fondaparinux é o anticoagulante de escolha em pacientes submetidos a angioplastia primária, pela necessidade do uso de dupla antiagregação plaquetária nesses casos.
  5. E) Todas as alternativas.

Pérola Clínica

Pós-angioplastia primária por IAMcST → dupla antiagregação + anticoagulação na fase aguda é essencial.

Resumo-Chave

Após angioplastia primária com stent farmacológico em IAMcST, a dupla antiagregação plaquetária (AAS + inibidor P2Y12) é fundamental para prevenir trombose de stent. Na fase aguda, a anticoagulação (geralmente heparina) é mantida para prevenir eventos trombóticos adicionais, mesmo com a angioplastia.

Contexto Educacional

O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMcST) é uma emergência cardiovascular que exige revascularização imediata, preferencialmente por angioplastia primária. Após o procedimento, a terapia medicamentosa é fundamental para prevenir eventos isquêmicos recorrentes e melhorar o prognóstico. A prescrição durante a internação é um ponto crítico e frequentemente abordado em provas de residência. A base do tratamento farmacológico pós-angioplastia primária com stent farmacológico inclui a dupla antiagregação plaquetária (DAPT), composta por ácido acetilsalicílico (AAS) e um inibidor do receptor P2Y12 (como clopidogrel, prasugrel ou ticagrelor). Essa combinação é vital para prevenir a trombose intra-stent. Além disso, na fase aguda do IAM, a anticoagulação sistêmica (geralmente com heparina não fracionada ou de baixo peso molecular) é mantida para reduzir o risco de eventos trombóticos adicionais, apesar da revascularização. Outros pilares da terapia incluem estatinas de alta intensidade para estabilização da placa e redução do colesterol, betabloqueadores para reduzir a demanda miocárdica de oxigênio e prevenir arritmias, e inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) para remodelamento ventricular. É crucial que o residente compreenda a racionalidade de cada classe de medicamento e suas indicações na fase aguda e crônica do IAM.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da dupla antiagregação plaquetária após stent farmacológico?

A dupla antiagregação plaquetária (DAPT), combinando AAS com um inibidor P2Y12 (como clopidogrel, prasugrel ou ticagrelor), é crucial para prevenir a trombose do stent, uma complicação grave que pode levar a um novo infarto ou morte. O stent farmacológico, embora eficaz, tem um risco inerente de trombose.

Por que a anticoagulação é mantida na fase aguda do IAM mesmo após angioplastia?

Mesmo após a revascularização bem-sucedida com angioplastia, o paciente com IAMcST ainda apresenta um estado protrombótico significativo na fase aguda. A anticoagulação (geralmente com heparina não fracionada ou de baixo peso molecular) é mantida para prevenir a formação de novos trombos, especialmente em outras artérias coronárias ou no ventrículo esquerdo, e para otimizar o fluxo no local do stent.

Quais são os principais medicamentos da prescrição pós-IAMcST com angioplastia?

A prescrição típica inclui dupla antiagregação plaquetária (AAS + inibidor P2Y12), estatina de alta intensidade, betabloqueador (se não houver contraindicação), inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueador do receptor de angiotensina (BRA), e, na fase aguda, anticoagulante.

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