FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023
Em relação à humanização da assistência ao parto, qual das práticas a seguir está fora do contexto?
Humanização do parto: evitar intervenções desnecessárias, como toques vaginais de hora em hora.
A humanização do parto visa respeitar o protagonismo da mulher, oferecendo suporte e minimizando intervenções desnecessárias. Toques vaginais excessivos, sem indicação clínica clara, são considerados uma prática desumanizada e podem aumentar o desconforto e o risco de infecção.
A humanização da assistência ao parto é um movimento global que busca resgatar o parto como um evento fisiológico e natural, centrado na mulher e no bebê. Envolve a adoção de práticas baseadas em evidências científicas que promovem o bem-estar físico e emocional da gestante, respeitando suas escolhas e minimizando intervenções desnecessárias. Práticas como a deambulação, o uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor e o uso seletivo de ocitocina são pilares da assistência humanizada. Em contraste, intervenções rotineiras e sem indicação clara, como toques vaginais frequentes (de hora em hora, por exemplo, sem necessidade clínica), episiotomia de rotina ou restrição de movimentos, são consideradas desumanizadas e devem ser evitadas. A cesárea, embora seja um procedimento cirúrgico, também pode ser humanizada, garantindo um ambiente acolhedor, contato pele a pele precoce e respeito às preferências da mãe. O objetivo é sempre garantir a segurança da mãe e do bebê, com o máximo de respeito e dignidade.
A deambulação durante o trabalho de parto pode auxiliar na progressão do parto, reduzir a dor e promover o conforto da gestante, aproveitando a gravidade.
Métodos não farmacológicos incluem massagens, banhos quentes, aromaterapia, musicoterapia, bola suíça e técnicas de respiração, que ajudam a reduzir a percepção da dor e promover relaxamento.
O uso de ocitocina deve ser seletivo e com indicação clínica precisa, como em casos de inércia uterina ou para prevenção de hemorragia pós-parto, evitando seu uso rotineiro para aceleração do trabalho de parto.
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