UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
A. P. S., 23 anos, cabeleireira, gestante, PN de risco habitual, G2P1A0, comparece à consulta de pré--natal de rotina na USF Vale Dourado, para checagem de exames.- Laboratório (14/11/24): Sorologia para HTLV 1 positiva.Com relação ao HTLV, é INCORRETO o que se afirma em:
HTLV é agravo de notificação compulsória em gestantes/puérperas/crianças expostas e contraindica amamentação.
O HTLV é um agravo de notificação compulsória para gestantes, puérperas e crianças expostas, e sua transmissão vertical, incluindo via amamentação, exige medidas preventivas como a contraindicação do aleitamento materno.
O Vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV) é um retrovírus que pode causar doenças neurológicas (mielopatia associada ao HTLV/paraparesia espástica tropical) e hematológicas (leucemia/linfoma de células T do adulto). No contexto da gestação, a infecção por HTLV é de grande relevância devido ao risco de transmissão vertical, que pode ocorrer durante a gravidez, parto ou, mais comumente, pela amamentação. A sorologia para HTLV 1 e 2 em gestantes durante o pré-natal é recomendada no Brasil, visando a identificação precoce das gestantes infectadas. O HTLV é considerado um agravo de notificação compulsória em gestantes, puérperas e crianças expostas ao risco de contaminação vertical, o que permite o monitoramento e a implementação de políticas de saúde pública. A prevenção da transmissão vertical é crucial. Para mães HTLV positivas, o aleitamento materno é contraindicado, e a substituição por fórmula infantil é a principal medida para reduzir o risco de infecção do recém-nascido. O HTLV, junto com Sífilis, Hepatite B, HIV e Doença de Chagas, faz parte dos agravos para a eliminação da transmissão vertical, destacando sua importância na saúde materno-infantil.
A transmissão vertical do HTLV ocorre principalmente durante a gestação (transplacentária), no parto (contato com sangue materno) e, de forma mais significativa, através do aleitamento materno.
A notificação compulsória em gestantes, puérperas e crianças expostas visa monitorar a epidemiologia da infecção, implementar medidas de prevenção da transmissão vertical e garantir o acompanhamento adequado dos casos.
Assim como no HIV, o aleitamento materno é contraindicado para mães com HTLV positivo devido ao risco de transmissão viral através do leite, sendo recomendada a substituição por fórmula infantil.
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