SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
No exame citológico, o resultado de lesão intraepitelial escamosa cervical de alto grau (HSIL), de acordo com o Sistema de Bethesda, representa os diagnósticos de outras classificações com a seguinte nomenclatura: I - Displasia Leve – NIC I. II - Displasia Moderada – NIC II. III - Displasia Leve com HPV. IV - Displasia Acentuada NIC III V - Leucoplasia. Está correto apenas o contido em:
HSIL (Bethesda) = NIC II (displasia moderada) + NIC III (displasia acentuada/carcinoma in situ).
O Sistema de Bethesda classifica as lesões intraepiteliais escamosas cervicais em baixo grau (LSIL) e alto grau (HSIL). HSIL engloba as antigas classificações de Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) II (displasia moderada) e NIC III (displasia acentuada ou carcinoma in situ), indicando um risco maior de progressão para câncer invasivo.
A classificação das lesões intraepiteliais escamosas cervicais é fundamental na prevenção e diagnóstico precoce do câncer de colo uterino. O Sistema de Bethesda é amplamente utilizado para padronizar os resultados citopatológicos, enquanto a classificação de Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) descreve a extensão da displasia no epitélio. A Lesão Intraepitelial Escamosa de Alto Grau (HSIL), segundo Bethesda, é uma categoria que engloba as lesões com maior risco de progressão. Ela corresponde à Displasia Moderada (NIC II) e à Displasia Acentuada ou Carcinoma in situ (NIC III). Já a Displasia Leve (NIC I) e a Displasia Leve com HPV são classificadas como LSIL (Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau). A identificação de HSIL exige conduta mais agressiva, geralmente com colposcopia e biópsia dirigida, podendo levar a procedimentos excicionais como LEEP ou conização. Compreender essa correlação é crucial para o residente, pois direciona o manejo clínico e a comunicação com a paciente, visando a prevenção de desfechos mais graves.
HSIL (High-grade Squamous Intraepithelial Lesion) representa uma lesão intraepitelial escamosa de alto grau, indicando alterações celulares significativas com maior potencial de progressão para câncer cervical invasivo.
NIC I (displasia leve) envolve o terço inferior do epitélio, NIC II (displasia moderada) atinge os dois terços inferiores, e NIC III (displasia acentuada/carcinoma in situ) afeta mais de dois terços ou toda a espessura do epitélio.
Conhecer essa correlação é fundamental para a interpretação de resultados citopatológicos e para guiar a conduta clínica adequada, que pode variar desde o acompanhamento até procedimentos excicionais, dependendo do grau da lesão.
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