MedEvo Simulado — Prova 2026
Paciente de 22 anos, nuligesta, apresenta resultado de colpocitologia oncótica com Lesão Intraepitelial Escamosa de Alto Grau (HSIL). Ao exame colposcópico, foi identificada Zona de Transformação (ZT) tipo 1, com presença de epitélio acetobranco denso e mosaico grosseiro no lábio anterior do colo uterino, achados classificados como maiores. A lesão é totalmente visível e não se estende para o canal endocervical ou para as paredes vaginais. Diante desse quadro clínico e laboratorial, qual é a conduta mais adequada a ser adotada?
HSIL na citologia + Colposcopia alterada → Biópsia dirigida para confirmação histológica.
Diante de uma citologia sugestiva de lesão de alto grau (HSIL), a colposcopia é obrigatória. Achados maiores (mosaico grosseiro) exigem biópsia para graduar a lesão (NIC 2/3) antes do tratamento definitivo.
O rastreamento do câncer de colo uterino segue um algoritmo rigoroso. O achado de HSIL na citologia indica uma alta probabilidade de lesão precursora (NIC 2/3). A colposcopia atua como guia para localizar a área de maior atipia. Embora o tratamento imediato seja discutido em protocolos de saúde pública para reduzir o absenteísmo, a biópsia dirigida é fundamental para a prática clínica individualizada, especialmente em mulheres nuligestas e jovens, visando preservar a integridade cervical sempre que possível.
Achados colposcópicos maiores são sinais sugestivos de lesões pré-cancerosas de alto grau (NIC 2 ou NIC 3). Eles incluem: epitélio acetobranco denso (que aparece rapidamente e demora a desaparecer), mosaico grosseiro (vasos com calibres irregulares e distâncias maiores entre si), pontilhado grosseiro e orifícios glandulares com halos acetobrancos espessos. No caso clínico, a presença de mosaico grosseiro e epitélio denso no lábio anterior classifica a lesão como suspeita de alto grau, justificando a investigação invasiva imediata através da biópsia dirigida para confirmar o diagnóstico histológico.
A estratégia 'Ver e Tratar' consiste na realização da exérese da zona de transformação (EZT/LEEP) imediatamente após a identificação de uma lesão suspeita na colposcopia, sem biópsia prévia. Ela é aceitável quando há concordância entre a citologia de alto grau (HSIL) e achados colposcópicos maiores, desde que a Zona de Transformação (ZT) seja tipo 1 ou 2 (totalmente visível) e a paciente tenha prole constituída ou idade superior a 25 anos. No entanto, em pacientes jovens (como a de 22 anos do caso) ou quando se deseja evitar o sobretratamento, a biópsia dirigida permanece como o padrão-ouro para confirmar a necessidade de intervenção cirúrgica.
A Zona de Transformação tipo 1 é aquela que está completamente localizada na ectocérvice e é totalmente visível ao exame colposcópico. Isso confere segurança ao examinador de que a lesão não se estende para o canal endocervical, onde a avaliação visual é limitada. Em uma ZT tipo 1 com HSIL, a biópsia dirigida tem alta acurácia, pois a área de maior suspeita pode ser facilmente acessada. Se a ZT fosse tipo 3 (não totalmente visível), a avaliação do canal endocervical (por escovado ou curetagem) seria mandatória, e a conduta cirúrgica (conização) seria necessária para diagnóstico e tratamento.
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