HSIL/NIC2: Conduta e Tratamento em Mulheres Jovens

UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023

Enunciado

Feminino, 32 anos, G0P0 ( com desejo de gestar), traz resultado de Colpocitologia Oncótica demonstrando atipia celular escamosa de significado indeterminado (ASCUS). Realizou Colposcopia: presença de diminuto epitélio acetobranco tênue às 12 horas em colo uterino e biópsia de colo demonstrou lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL)/ NIC2. O estudo imunohistoquímico da peça de biópsia demonstrou p16 positivo, Ki67 positivo. Baseado nos resultados apresentados, a conduta adequada para o caso é:

Alternativas

  1. A) Exérese da Zona de Transformação (EZT).
  2. B) curetagem de canal endocervical.
  3. C) histerectomia total.
  4. D) expectante.
  5. E) cirurgia de Wertheim-Meigs.

Pérola Clínica

HSIL/NIC2 com p16/Ki67 positivos em G0P0 → EZT (conização) para preservar fertilidade.

Resumo-Chave

Em caso de HSIL/NIC2 confirmado por biópsia e imunohistoquímica (p16/Ki67 positivos), a conduta padrão é a exérese da zona de transformação (EZT) ou conização, especialmente em pacientes jovens com desejo de gestar, para tratar a lesão e preservar a função cervical.

Contexto Educacional

A Lesão Intraepitelial Escamosa de Alto Grau (HSIL), correspondente à Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 2 (NIC2) ou 3 (NIC3), representa uma condição pré-cancerosa do colo uterino, com alto potencial de progressão para carcinoma invasivo se não tratada. A prevalência é maior em mulheres jovens, e a principal causa é a infecção persistente por subtipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). O diagnóstico é feito por colpocitologia oncótica (Papanicolau), colposcopia e biópsia dirigida, sendo a imunohistoquímica com p16 e Ki67 útil para confirmar o alto grau da lesão. O p16 é um marcador de infecção por HPV de alto risco e Ki67 é um marcador de proliferação celular, ambos indicando a atividade biológica da lesão. A presença de p16 e Ki67 positivos em uma biópsia de NIC2 reforça a necessidade de tratamento. Em pacientes jovens, especialmente aquelas com desejo de gestar, a escolha do tratamento deve visar a erradicação da lesão com a menor morbidade possível para a função cervical e reprodutiva. A conduta adequada para HSIL/NIC2 é a Exérese da Zona de Transformação (EZT), que pode ser realizada por alça diatérmica (LEEP/CAF) ou conização a frio. Este procedimento remove a área afetada do colo uterino, permitindo a análise histopatológica das margens para garantir a remoção completa da lesão. A histerectomia total é reservada para casos de câncer invasivo ou lesões recorrentes em mulheres sem desejo de prole. A curetagem de canal endocervical é um procedimento diagnóstico, não terapêutico definitivo para HSIL, e a cirurgia de Wertheim-Meigs é um procedimento radical para câncer cervical invasivo avançado.

Perguntas Frequentes

O que significa HSIL/NIC2 e qual sua importância clínica?

HSIL (High-grade Squamous Intraepithelial Lesion) ou NIC2 (Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 2) indica uma lesão pré-cancerosa de alto grau no colo do útero, com risco significativo de progressão para câncer invasivo se não tratada. A detecção e tratamento precoces são cruciais para prevenir o câncer cervical.

Por que a imunohistoquímica com p16 e Ki67 é importante no diagnóstico de HSIL?

A imunohistoquímica com p16 e Ki67 auxilia na confirmação do diagnóstico de HSIL/NIC2, especialmente em casos de dúvida diagnóstica ou lesões de grau intermediário. p16 é um marcador de infecção por HPV de alto risco e Ki67 indica proliferação celular, ambos reforçando a natureza de alto grau da lesão e a necessidade de tratamento.

Qual a conduta para HSIL/NIC2 em pacientes com desejo de gestar?

A conduta padrão é a Exérese da Zona de Transformação (EZT), também conhecida como conização. Este procedimento remove a lesão com margens livres, preservando o máximo possível de tecido cervical para futuras gestações, minimizando o risco de incompetência istmocervical.

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