PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2025
Paciente de 29 anos, nuligesta, com vida sexual ativa, comparece à consulta ginecológica para apresentar o resultado de citologia oncótica colhida há 1 mês, que revelou lesão de alto grau (HSIL). De acordo com as diretrizes do INCA/ Ministério da Saúde 2016, assinale a conduta CORRETA.
Citologia oncótica com HSIL → Sempre realizar colposcopia para avaliação e biópsia.
Um resultado de citologia oncótica indicando HSIL (lesão intraepitelial escamosa de alto grau) exige uma investigação imediata e aprofundada. A conduta correta, conforme as diretrizes do INCA/Ministério da Saúde 2016, é a realização de colposcopia para identificar a lesão e guiar a biópsia, que confirmará o diagnóstico histopatológico e orientará o tratamento.
O rastreamento do câncer de colo uterino, realizado principalmente pela citologia oncótica (Papanicolau), é uma das estratégias de saúde pública mais eficazes. Um resultado de HSIL (lesão intraepitelial escamosa de alto grau) é um achado crítico que indica a presença de alterações celulares significativas, com alto potencial de progressão para câncer invasivo. A compreensão da conduta adequada para HSIL é essencial para residentes de ginecologia e obstetrícia, pois impacta diretamente a prevenção e o tratamento precoce do câncer de colo. De acordo com as diretrizes do INCA/Ministério da Saúde 2016, um resultado de HSIL na citologia oncótica exige uma investigação imediata e aprofundada. A conduta correta não é repetir o exame citopatológico, mas sim encaminhar a paciente para colposcopia. A colposcopia permite a visualização detalhada do colo do útero, a identificação das áreas com lesões e a realização de biópsias direcionadas. O objetivo é obter um diagnóstico histopatológico que confirme a presença e o grau da lesão (NIC 2, NIC 3 ou câncer invasivo), orientando assim o tratamento. Após a confirmação histopatológica de uma lesão de alto grau (NIC 2 ou NIC 3), o tratamento geralmente envolve procedimentos excisionais, como a Cirurgia de Alta Frequência (CAF) ou conização a frio, que visam remover completamente a área afetada. O manejo adequado do HSIL é um pilar na prevenção secundária do câncer de colo uterino, garantindo que as lesões pré-cancerosa sejam identificadas e tratadas antes que progridam para doença invasiva, salvando vidas e melhorando o prognóstico das pacientes.
HSIL (High-grade Squamous Intraepithelial Lesion) significa lesão intraepitelial escamosa de alto grau. Este resultado indica a presença de células anormais no colo do útero com alterações significativas, que têm um risco considerável de progredir para câncer invasivo se não forem tratadas. É uma lesão pré-cancerosa que requer investigação imediata.
A colposcopia é crucial após um diagnóstico de HSIL porque permite ao médico visualizar o colo do útero com magnificação, identificar a localização exata e a extensão da lesão. Com a colposcopia, é possível realizar biópsias direcionadas das áreas mais suspeitas para obter um diagnóstico histopatológico preciso, que é fundamental para definir o tratamento adequado.
A cirurgia de alta frequência (CAF) é um tratamento excisional indicado após a confirmação histopatológica de HSIL ou lesão mais grave (como NIC 2 ou NIC 3) por biópsia, e quando a colposcopia é satisfatória e a lesão é visível. O objetivo da CAF é remover a área de células anormais para prevenir a progressão para câncer invasivo.
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