HSIL: Conduta Pós-Colposcopia e Excisão Tipo 1

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 38 anos de idade, nuligesta, retorna à consulta com laudo citopatológico de lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL). Foi indicada colposcopia e durante o procedimento foi observada presença de achados anormais maiores, junção escamocolunar visível (zona de transformação tipo 1), sem suspeita de acometimento glandular ou lesão invasiva. Diante desses achados a melhor conduta, de acordo com as Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero, é:

Alternativas

  1. A) realizar imediatamente nova colpocitologia e em seguida fazer a exérese da zona de transformação.
  2. B) indicar histerectomia total, pois HSiL significa doença malígna in situ.
  3. C) realizar excisão tipo 3, que garante tratamento adequado a situação da paciente.
  4. D) indicar excisão tipo 1 e contraindicar nova colpocitologia imediata.
  5. E) proceder apenas investigação do canal endocervical.

Pérola Clínica

HSIL com colposcopia satisfatória e ZT tipo 1 → excisão tipo 1 (CAF ou LEEP).

Resumo-Chave

Em casos de HSIL com colposcopia satisfatória (junção escamocolunar visível) e sem suspeita de invasão ou lesão glandular, a conduta padrão é a excisão da zona de transformação (excisão tipo 1), como o CAF (cirurgia de alta frequência) ou LEEP (loop electrosurgical excision procedure). Não se realiza nova citologia imediatamente, pois o tratamento excisional é o próximo passo.

Contexto Educacional

A Lesão Intraepitelial Escamosa de Alto Grau (HSIL) é um achado citopatológico que indica a presença de lesões pré-cancerígenas significativas no colo do útero, correspondendo histologicamente às Neoplasias Intraepiteliais Cervicais de graus 2 e 3 (NIC 2 e NIC 3). A detecção precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir o desenvolvimento do câncer cervical invasivo, uma das principais causas de mortalidade por câncer em mulheres globalmente. Após um diagnóstico de HSIL, a colposcopia é o próximo passo essencial para avaliar a extensão e a localização da lesão. Se a colposcopia for satisfatória (ou seja, a junção escamocolunar é totalmente visível) e não houver suspeita de invasão ou envolvimento glandular, a conduta recomendada pelas diretrizes brasileiras é a excisão da zona de transformação. A excisão tipo 1, realizada por Cirurgia de Alta Frequência (CAF) ou Loop Electrosurgical Excision Procedure (LEEP), é o procedimento de escolha, pois permite a remoção completa da lesão e a obtenção de material para exame histopatológico definitivo. É fundamental que residentes e profissionais de saúde compreendam que, diante de um HSIL com colposcopia satisfatória e sem sinais de invasão, a excisão é o tratamento definitivo e não se deve postergar com novas citologias. O objetivo é remover a lesão de alto grau para evitar sua progressão, garantindo a saúde reprodutiva da paciente e prevenindo o câncer de colo do útero.

Perguntas Frequentes

O que significa HSIL no resultado do citopatológico?

HSIL (High-grade Squamous Intraepithelial Lesion) indica uma lesão intraepitelial escamosa de alto grau, que corresponde a NIC 2 ou NIC 3 e tem alto potencial de progressão para câncer invasivo se não tratada.

Quando a colposcopia é considerada satisfatória?

A colposcopia é satisfatória quando a junção escamocolunar (JEC) é totalmente visível, permitindo a avaliação completa da zona de transformação, onde a maioria das lesões se desenvolve.

Qual a importância da excisão tipo 1 no tratamento de HSIL?

A excisão tipo 1, como o CAF ou LEEP, remove a zona de transformação e a lesão, sendo um tratamento eficaz para prevenir a progressão para câncer invasivo, além de fornecer material para análise histopatológica definitiva.

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