CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2020
O fármaco de escolha para o tratamento das lesões por papilomavírus na gestante é:
HPV na gestante → Ácido Tricloroacético (ATA) 80% é a escolha segura.
O ácido tricloroacético (ATA) a 80-90% é o tratamento de escolha para lesões por HPV (condilomas acuminados) em gestantes devido à sua segurança e eficácia. Agentes como podofilina e podofilotoxina são contraindicados na gravidez por serem teratogênicos.
A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) é comum em mulheres em idade reprodutiva, e a presença de condilomas acuminados durante a gestação é uma situação clínica que exige atenção especial. Embora a maioria das lesões não cause complicações graves para a gestante ou o feto, o tratamento é indicado para aliviar sintomas, reduzir o risco de transmissão vertical (raro, mas possível) e evitar o crescimento excessivo das lesões que poderiam dificultar o parto vaginal. A escolha do tratamento na gestação é guiada pela segurança fetal. Agentes tópicos como a podofilina e a podofilotoxina são estritamente contraindicados devido ao seu potencial teratogênico e toxicidade sistêmica. O ácido tricloroacético (ATA) em concentrações elevadas (80-90%) é considerado o tratamento de escolha, pois age por coagulação química das proteínas, com mínima absorção sistêmica, sendo seguro para uso durante a gravidez. Outras opções para lesões maiores ou refratárias incluem métodos ablativos como a crioterapia, eletrocauterização ou excisão cirúrgica. É fundamental que o residente conheça as contraindicações e as opções seguras para garantir o melhor cuidado materno-fetal, evitando riscos desnecessários ao feto enquanto trata eficazmente as lesões maternas.
A principal preocupação é a segurança fetal. É crucial escolher um tratamento que seja eficaz para a mãe e que não apresente riscos teratogênicos ou outros efeitos adversos para o feto.
A podofilina e a podofilotoxina são agentes antimitóticos que podem ser absorvidos sistemicamente e são teratogênicos, podendo causar malformações fetais e toxicidade.
Além do ácido tricloroacético, outras opções incluem a excisão cirúrgica, eletrocauterização ou crioterapia, dependendo do tamanho, número e localização das lesões.
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