HPV na Gestação: Opções de Tratamento e Manejo

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020

Enunciado

Quanto às infecções por papilomavírus humano (HPV) na gestação, pode-se afirmar que

Alternativas

  1. A) os altos níveis dos hormônios esteróides na gestação inibem a replicação dopapilomavírus humano (HPV) o que explica a baixa prevalência da doença no período gravídico-puerperal.
  2. B) biópsias dirigidas por colposcopias são contra-indicadas durante a gestação pois,apesar da alta sensibilidade na detecção do papilomavírus humano (HPV) e do câncer de colo uterino, estes procedimentos estão associados ao risco elevado de abortamentos.
  3. C) as lesões induzidas pelo papilomavírus humano (HPV), independentemente do grau,constituem contra-indicação para o parto vaginal devido ao alto risco de contaminação fetal l.
  4. D) a aplicação de ácido tricloroacético (ATA), a vaporização com laser de CO₂, acauterização com aparelho de cirurgia de alta frequência (CAF) e a criocauterização são opções para tratamento das lesões condilomatosas vulvares na gestação.
  5. E) após confirmação diagnóstica de neoplasia intraepitelial cervical (NIC) de qualquergrau (I, II ou III) associada a infecção por papilomavírus humano (HPV) esta deve ser imediatamente tratada pelo risco de progressão da lesão durante a gestação.

Pérola Clínica

Lesões condilomatosas vulvares por HPV na gestação podem ser tratadas com ATA, laser de CO₂, CAF ou criocauterização.

Resumo-Chave

O tratamento das lesões condilomatosas vulvares por HPV na gestação é possível e deve ser individualizado. Métodos como ácido tricloroacético (ATA), vaporização com laser de CO₂, cauterização com aparelho de cirurgia de alta frequência (CAF) e criocauterização são opções seguras e eficazes, especialmente para lesões volumosas ou sintomáticas.

Contexto Educacional

A infecção pelo papilomavírus humano (HPV) é comum em mulheres em idade reprodutiva, e sua presença na gestação levanta questões importantes sobre diagnóstico, manejo e via de parto. Durante a gravidez, as alterações hormonais e imunológicas podem levar ao crescimento e proliferação das lesões condilomatosas, tornando-as mais visíveis e sintomáticas. O diagnóstico de lesões por HPV na gestação é feito por inspeção visual, colposcopia e, se necessário, biópsia dirigida. A biópsia é segura e essencial para descartar neoplasia invasiva. O tratamento das lesões condilomatosas vulvares é indicado para aliviar sintomas, prevenir complicações e, em alguns casos, facilitar o parto vaginal. Opções seguras incluem ácido tricloroacético (ATA), vaporização com laser de CO₂, cauterização com aparelho de cirurgia de alta frequência (CAF) e criocauterização. Em relação à via de parto, a presença de lesões por HPV não é uma contraindicação absoluta ao parto vaginal. A cesariana é reservada para casos de lesões volumosas que causam obstrução do canal de parto ou risco de sangramento. O risco de transmissão vertical do HPV para o recém-nascido é baixo e não é influenciado pela via de parto, exceto em situações de lesões obstrutivas. A conduta para neoplasia intraepitelial cervical (NIC) na gestação é geralmente expectante, com reavaliações colposcópicas, pois a maioria regride espontaneamente após o parto.

Perguntas Frequentes

Os altos níveis hormonais na gestação influenciam a infecção por HPV?

Sim, os altos níveis de hormônios esteroides na gestação podem modular a resposta imune e favorecer a replicação do HPV, levando ao crescimento e proliferação das lesões condilomatosas. Isso explica a maior prevalência ou exacerbação da doença no período gravídico-puerperal.

A biópsia dirigida por colposcopia é segura durante a gestação?

Sim, a biópsia dirigida por colposcopia é considerada segura e recomendada durante a gestação para investigar lesões suspeitas, especialmente NIC de alto grau. O risco de abortamento é baixo, e o procedimento é crucial para descartar câncer invasivo.

Quando o parto vaginal é contraindicado em gestantes com HPV?

O parto vaginal é contraindicado apenas em casos de lesões condilomatosas volumosas que obstruem o canal de parto ou que possam causar sangramento excessivo durante o parto. A presença de lesões de baixo grau ou pequenas não é, por si só, uma contraindicação ao parto vaginal.

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