UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2020
Gestante, G3 P2 (2 partos vaginais), 40 semanas, é admitida na maternidade com diagnóstico de trabalho de parto. Durante a avaliação clínica, observou-se dilatação do colo de 5cm, bolsa íntegra, apresentação cefálica, bcf: 128 bpm e presença de múltiplas lesões verrucosas vulvares e vaginais, as maiores com 1 cm. Neste caso, em relação a infecção por HPV durante a gestação é correto afirmar que
HPV na gestação: cesariana indicada apenas para lesões obstrutivas ou risco de sangramento, não para todas as lesões.
A presença de lesões verrucosas por HPV na gestação não é, por si só, uma indicação de cesariana. O parto vaginal é a via preferencial, a menos que as lesões sejam extensas a ponto de causar obstrução do canal de parto ou risco de sangramento excessivo.
A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) é comum em mulheres em idade reprodutiva, e sua presença durante a gestação levanta questões importantes sobre o manejo e a via de parto. As lesões verrucosas genitais (condilomas acuminados) podem aumentar de tamanho e número durante a gravidez devido às alterações hormonais e imunológicas. A principal preocupação é a transmissão vertical do vírus para o recém-nascido, que pode levar à papilomatose respiratória recorrente, uma condição rara, mas grave. A conduta para gestantes com HPV deve ser individualizada. O tratamento das verrugas genitais durante a gestação é geralmente postergado para o pós-parto, a menos que as lesões causem sintomas significativos, como dor, sangramento ou obstrução. Se o tratamento for necessário, opções seguras incluem ácido tricloroacético (ATA), crioterapia e excisão cirúrgica. Medicamentos como podofilina e imiquimode são contraindicados devido à falta de dados de segurança na gestação ou potencial teratogênico. Em relação à via de parto, a presença de lesões por HPV não é, por si só, uma indicação para cesariana. O parto vaginal é a via preferencial, pois o risco de transmissão vertical é baixo e a cesariana não o elimina completamente. A cesariana é reservada apenas para casos em que as lesões são extensas a ponto de causar obstrução do canal de parto, dificultar a dilatação ou apresentar risco de sangramento excessivo durante o parto. A decisão deve ser discutida com a paciente, considerando os riscos e benefícios.
A cesariana é indicada para gestantes com lesões por HPV apenas se as verrugas genitais forem extensas a ponto de causar obstrução do canal de parto ou se houver risco de sangramento excessivo durante o parto vaginal. Não é uma indicação rotineira.
Durante a gestação, opções seguras para o tratamento de verrugas genitais incluem ácido tricloroacético (ATA), crioterapia e excisão cirúrgica. Podofilina e imiquimode são contraindicados devido a potenciais efeitos teratogênicos ou falta de dados de segurança.
Sim, o parto vaginal pode aumentar o risco de transmissão vertical do HPV para o recém-nascido, que pode se manifestar como papilomatose respiratória recorrente. No entanto, o risco é baixo e a cesariana não elimina completamente essa possibilidade, sendo reservada para as indicações específicas mencionadas.
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