SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
Acerca de tumores de cabeça e pescoço, assinale a alternativa CORRETA.
HPV (Papilomavírus humano) é um fator de risco estabelecido para carcinoma de orofaringe, especialmente em pacientes jovens e não tabagistas.
A epidemiologia do câncer de orofaringe mudou com o aumento da incidência de tumores associados ao HPV. Esses tumores (HPV+) geralmente têm melhor prognóstico e resposta à quimio e radioterapia em comparação com os tumores HPV-negativos, classicamente ligados ao tabaco e álcool.
Os tumores de cabeça e pescoço englobam um grupo heterogêneo de neoplasias. Historicamente, os principais fatores de risco para o carcinoma de células escamosas (CCE), tipo histológico mais comum, são o tabagismo e o etilismo, que atuam de forma sinérgica. Essa associação é particularmente forte para cânceres da cavidade oral, laringe e hipofaringe. No entanto, nas últimas décadas, o Papilomavírus humano (HPV), especialmente o subtipo de alto risco HPV-16, emergiu como um fator etiológico fundamental para o CCE de orofaringe (amígdalas e base da língua). Pacientes com tumores HPV-positivos tendem a ser mais jovens, não fumantes e apresentam melhor prognóstico em comparação aos pacientes com tumores HPV-negativos. A detecção da proteína p16 por imuno-histoquímica é usada como um marcador substituto para a infecção por HPV. Outros conceitos importantes incluem o fato de que a maioria dos tumores de glândula parótida (~80%) são benignos, sendo o adenoma pleomórfico o mais comum. O papiloma invertido, embora benigno, é localmente agressivo, tem alta taxa de recorrência e um risco de transformação maligna em CCE, necessitando de ressecção cirúrgica completa. A radioterapia é uma modalidade de tratamento padrão para muitos tumores de cabeça e pescoço, incluindo os da base da língua.
Os sinais incluem dor de garganta persistente, dificuldade ou dor para engolir (odinofagia), sensação de 'caroço' na garganta, rouquidão e, crucialmente, o aparecimento de um linfonodo cervical aumentado e endurecido (metástase cervical).
Devido à maior sensibilidade à radioterapia e quimioterapia, protocolos de desintensificação do tratamento estão sendo estudados para tumores HPV+, buscando manter altas taxas de cura com menor toxicidade e melhores resultados funcionais para o paciente.
Tumores benignos (maioria) são de crescimento lento, móveis e indolores. Sinais de malignidade incluem crescimento rápido, dor, paralisia do nervo facial, fixação à pele ou tecidos profundos e presença de linfonodos cervicais palpáveis.
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