FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Com relação ao câncer de colo do útero e sua relação com o HPV, é CORRETO afirmar:
HPV é necessário, mas não suficiente, para câncer de colo; co-fatores são cruciais para carcinogênese.
A infecção persistente por tipos de HPV de alto risco é um fator etiológico necessário para o desenvolvimento do câncer de colo do útero. No entanto, não é o único fator determinante; outros cofatores, como tabagismo, imunossupressão e multiparidade, são essenciais para a progressão da infecção para a doença maligna.
O câncer de colo do útero é uma neoplasia maligna que afeta milhões de mulheres globalmente, sendo o quarto câncer mais comum entre as mulheres. Sua etiologia está fortemente associada à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), especialmente os tipos de alto risco (HPV 16 e 18). A presença do HPV é um fator necessário, mas não suficiente, para a carcinogênese cervical, o que significa que outros cofatores são essenciais para a progressão da doença. A fisiopatologia envolve a integração do DNA viral do HPV no genoma da célula hospedeira, levando à expressão de oncoproteínas virais (E6 e E7) que inativam genes supressores tumorais (p53 e pRb, respectivamente). Isso resulta em proliferação celular descontrolada e instabilidade genômica. No entanto, a maioria das infecções por HPV regride espontaneamente; apenas uma pequena porcentagem evolui para lesões pré-cancerosa e, posteriormente, para câncer, sob a influência de cofatores como tabagismo, imunossupressão, multiparidade e uso prolongado de contraceptivos orais. O diagnóstico precoce é feito através do rastreamento com Papanicolau e, quando indicado, colposcopia e biópsia. O tratamento varia conforme o estágio da doença, incluindo cirurgia, radioterapia e quimioterapia. A prevenção primária, através da vacinação contra o HPV, e a prevenção secundária, com o rastreamento regular, são as estratégias mais eficazes para reduzir a incidência e mortalidade por câncer de colo do útero. Residentes devem dominar a compreensão da relação HPV-câncer, os fatores de risco e as estratégias de prevenção e manejo.
O HPV (Papilomavírus Humano), especialmente os tipos de alto risco (como 16 e 18), é considerado o principal agente etiológico e um fator necessário para o desenvolvimento do câncer de colo do útero. A infecção persistente por esses tipos é o evento inicial para a carcinogênese.
Além da infecção persistente por HPV de alto risco, os cofatores incluem tabagismo, imunossupressão (HIV), multiparidade, uso prolongado de contraceptivos orais, início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros sexuais. Esses fatores contribuem para a progressão da lesão pré-cancerosa para câncer invasivo.
O tipo histológico mais comum de câncer de colo do útero é o carcinoma epidermoide (cerca de 80-90% dos casos), que se origina do epitélio escamoso da ectocérvice. O segundo tipo mais comum é o adenocarcinoma (10-20%), que se desenvolve a partir do epitélio glandular do canal endocervical.
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