UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2021
Há muito se investiga a correlação entre o HPV (Vírus do Papiloma Humano) e a neoplasia cervical e até o momento foram descobertos mais de 120 tipos de HPV no trato genital. Dentre eles, a maior correlação com a neoplasia de colo uterino ou de maior potencial oncogênico inclui os tipos:
HPV 16 e 18 = principais tipos oncogênicos associados ao câncer de colo uterino.
Os tipos de HPV 16 e 18 são responsáveis pela maioria dos casos de câncer cervical, sendo considerados de alto risco. O rastreamento e a vacinação são cruciais para a prevenção primária e secundária dessa neoplasia.
O Vírus do Papiloma Humano (HPV) é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns, com mais de 120 tipos identificados no trato genital. A infecção persistente por tipos de HPV de alto risco é a principal causa do câncer de colo uterino, uma neoplasia que ainda representa um desafio significativo para a saúde pública global, especialmente em países em desenvolvimento. A compreensão dos genótipos virais e sua patogenicidade é fundamental para a prática clínica. A fisiopatologia do câncer cervical mediado por HPV envolve a integração do DNA viral no genoma da célula hospedeira, levando à expressão de oncoproteínas virais E6 e E7. Essas proteínas inativam genes supressores tumorais como p53 e pRb, respectivamente, promovendo a proliferação celular descontrolada e a imortalização das células epiteliais. O diagnóstico precoce é realizado através do rastreamento citopatológico (Papanicolau) e, em alguns contextos, pela testagem para HPV de alto risco. A prevenção primária do câncer cervical é feita pela vacinação contra o HPV, que é eficaz contra os tipos mais oncogênicos (16 e 18, e outros dependendo da vacina). A prevenção secundária envolve o rastreamento regular para detectar e tratar lesões pré-cancerígenas. O prognóstico está diretamente relacionado ao estágio da doença no momento do diagnóstico, reforçando a importância das estratégias de prevenção e detecção precoce.
Os tipos de HPV 16 e 18 são os mais frequentemente associados ao desenvolvimento de câncer de colo uterino, sendo responsáveis por aproximadamente 70% dos casos de neoplasia cervical invasiva.
O rastreamento, feito principalmente pelo exame de Papanicolau e, em alguns casos, pela pesquisa de HPV, permite a detecção precoce de lesões pré-cancerígenas e sua remoção antes que progridam para câncer invasivo.
A vacinação contra HPV protege contra os tipos de vírus de alto risco mais comuns, como o 16 e o 18, reduzindo significativamente a incidência de infecções persistentes e, consequentemente, de lesões pré-cancerígenas e câncer cervical.
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