IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2022
Há muito se investiga a correlação entre o HPV e a neoplasia cervical e até o momento foram descobertos mais de 60 tipos de HPV. Dentre eles, a maior correlação com a neoplasia cervical ou de maior potencial oncogênico inclui os tipos:
HPV 16 e 18 = >70% dos casos de câncer cervical.
Os tipos 16 e 18 do Papilomavírus Humano (HPV) são os de maior potencial oncogênico, sendo responsáveis pela maioria dos casos de câncer de colo uterino. A vacinação e o rastreamento são cruciais para a prevenção.
O Papilomavírus Humano (HPV) é uma infecção sexualmente transmissível de alta prevalência, com mais de 200 tipos identificados. Desses, cerca de 40 podem infectar a região anogenital. A importância clínica reside na sua forte associação com o desenvolvimento de neoplasias, principalmente o câncer de colo uterino, mas também cânceres de ânus, orofaringe, pênis e vulva/vagina. A epidemiologia mostra que o HPV é a causa de praticamente todos os cânceres cervicais. A fisiopatologia do câncer cervical induzido por HPV envolve a infecção persistente por tipos de alto risco, como o HPV 16 e 18. Essas cepas possuem oncoproteínas (E6 e E7) que interferem nos mecanismos de controle do ciclo celular, levando à imortalização e transformação maligna das células epiteliais. O diagnóstico precoce é feito através do exame citopatológico (Papanicolau) e testes de detecção de HPV, que identificam lesões pré-cancerígenas antes que progridam para câncer invasivo. O tratamento das lesões pré-cancerígenas varia de acordo com o grau da lesão, podendo incluir observação, excisão local (como LEEP ou conização) ou ablação. O prognóstico do câncer cervical está diretamente relacionado ao estágio da doença no momento do diagnóstico. A prevenção é a chave, com a vacinação contra o HPV (preferencialmente antes do início da vida sexual) e o rastreamento regular através do Papanicolau como pilares fundamentais para reduzir a incidência e mortalidade da doença.
Os tipos de HPV de alto risco mais importantes são o 16 e o 18, responsáveis por aproximadamente 70% dos casos de câncer de colo uterino. Outros tipos de alto risco incluem 31, 33, 45, 52 e 58.
A vacinação contra o HPV é a principal estratégia de prevenção primária do câncer cervical, protegendo contra os tipos de HPV de alto risco mais comuns. É recomendada antes do início da vida sexual.
O HPV de alto risco integra seu DNA ao genoma da célula hospedeira, levando à expressão de oncoproteínas (E6 e E7) que inativam genes supressores tumorais (p53 e Rb), promovendo a proliferação celular descontrolada e a transformação maligna.
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