Santa Casa de Cuiabá (MT) — Prova 2020
Em uma infecção do colo uterino por HPV subtipo 18, a principal finalidade do tratamento é:
Infecção por HPV 18 no colo uterino → principal objetivo do tratamento é evitar câncer cervical.
O HPV subtipo 18 é um dos tipos de alto risco oncogênico, juntamente com o 16, responsável pela maioria dos casos de câncer de colo uterino. O tratamento das lesões causadas por esses subtipos visa interromper a progressão para neoplasia invasiva, não a erradicação viral.
A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) é a principal causa do câncer de colo uterino. Dentre os mais de 100 subtipos de HPV, alguns são classificados como de alto risco oncogênico, sendo os subtipos 16 e 18 os mais prevalentes e responsáveis pela maioria dos casos de câncer cervical. A infecção persistente por esses subtipos pode levar ao desenvolvimento de lesões intraepiteliais cervicais (NIC) que, se não tratadas, podem progredir para câncer invasivo. A fisiopatologia envolve a integração do DNA viral ao genoma da célula hospedeira e a expressão de oncoproteínas virais (E6 e E7) que inativam genes supressores tumorais, como p53 e pRB, promovendo a proliferação celular descontrolada. O diagnóstico é feito por citopatologia (Papanicolau) e, em casos de alterações, por colposcopia com biópsia. O tratamento das lesões cervicais causadas por HPV de alto risco tem como principal objetivo a prevenção do câncer de colo uterino, removendo as células anormais antes que se tornem malignas. Métodos como excisão eletrocirúrgica de alça (LEEP), conização a frio ou ablação a laser são utilizados. É crucial que residentes compreendam que o tratamento não erradica o vírus, mas sim as lesões, e que a vigilância pós-tratamento é essencial.
Os subtipos de HPV de alto risco mais importantes são o 16 e o 18, responsáveis por aproximadamente 70% dos casos de câncer de colo uterino, mas outros subtipos como 31, 33, 45, 52 e 58 também são considerados de alto risco.
O rastreamento é realizado principalmente através do exame citopatológico (Papanicolau), que detecta alterações celulares, e, em alguns protocolos, pela testagem para HPV de alto risco, seguida de colposcopia e biópsia se necessário.
Sim, as vacinas disponíveis atualmente (bivalente, quadrivalente e nonavalente) oferecem proteção contra os subtipos de HPV 16 e 18, que são os mais oncogênicos, além de outros subtipos dependendo da vacina.
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