UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
Mulher transexual de 39 anos relata desejo de iniciar uso de hormônios para adequação de gênero. Sobre o uso de hormônios para esta mulher, escolha a alternativa:
Hormonização feminizante → Manter testosterona em níveis de mulher cisgênero para supressão androgênica.
O objetivo da hormonização feminizante é suprimir os hormônios androgênicos e induzir características sexuais secundárias femininas. Para isso, a monitorização da testosterona é crucial, buscando níveis dentro da faixa de referência para mulheres cisgênero, garantindo a eficácia da terapia e minimizando riscos.
A hormonização feminizante é um componente essencial da transição de gênero para muitas mulheres transexuais, visando o desenvolvimento de características sexuais secundárias femininas e a supressão das masculinas. Este processo é complexo e requer acompanhamento médico especializado para garantir a segurança e a eficácia da terapia hormonal. Os efeitos da hormonização feminizante se desenvolvem ao longo de vários anos, e não apenas em 1 ano, com mudanças corporais contínuas. A indicação de cirurgias de adequação de gênero, como a mastectomia (no contexto de mulher trans, seria mamoplastia de aumento ou cirurgia de feminização torácica), geralmente segue um período mínimo de hormonização para otimizar os resultados e confirmar a estabilidade da identidade de gênero. Riscos como hipertrigliceridemia e diabetes mellitus tipo 2 são considerados prováveis, e o risco de câncer de mama, embora presente, é menor do que em mulheres cisgênero. Durante a monitorização terapêutica, um dos objetivos primários é a supressão da testosterona para níveis compatíveis com os de mulheres cisgênero. Isso é fundamental para a feminização e para reduzir os efeitos androgênicos. A monitorização regular dos níveis hormonais, perfil lipídico, glicemia e outros parâmetros é crucial para ajustar as doses e mitigar potenciais riscos, garantindo um tratamento seguro e eficaz para o residente.
O principal objetivo é suprimir as características sexuais secundárias masculinas e induzir o desenvolvimento de características sexuais secundárias femininas, alinhando o corpo com a identidade de gênero da pessoa.
A testosterona deve ser monitorada para garantir que seus níveis estejam dentro da faixa normal para mulheres cisgênero, indicando supressão androgênica adequada e eficácia da terapia.
A hormonoterapia feminizante pode aumentar o risco de tromboembolismo venoso, hipertrigliceridemia e, em menor grau, diabetes mellitus tipo 2, exigindo monitoramento e manejo adequados.
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