Hormônios Pós-Menopausa: Testosterona, Androstenediona e Estradiol

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025

Enunciado

Em relação à produção de testosterona, androstenediona e estradiol após a menopausa, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) A produção de testosterona decresce aproximadamente 25% após a menopausa. A maior parte da androstenediona pós-menopáusica é derivada da glândula suprarrenal, com apenas uma pequena quantidade secretada pelo ovário. O nível circulante de estradiol após a menopausa é de, aproximadamente, 10- 20pg/mL, e sua maior parte é derivada da conversão periférica da estrona.
  2. B) A produção de testosterona aumenta em aproximadamente 50% após a menopausa. A maior parte da androstenediona pós-menopáusica é derivada dos ovários, e o nível circulante de estradiol após a menopausa é praticamente indetectável, sendo 5% derivado da conversão periférica da estrona.
  3. C) A produção de testosterona praticamente não se modifica após a menopausa, por ser sempre baixa, sendo sua maior parte derivada da glândula suprarrenal, com apenas uma pequena quantidade secretada pelo ovário. A maior parte da androstenediona pós-menopáusica é derivada dos ovários. O nível circulante de estradiol após a menopausa é de, aproximadamente, 10-20pg/mL, e sua maior parte é derivada da conversão periférica da estrona.
  4. D) A produção de testosterona aumenta em aproximadamente 25% após a menopausa. A maior parte da androstenediona pós-menopáusica é derivada dos ovários, e o nível circulante de estradiol após a menopausa é praticamente indetectável, sendo 5% derivado da conversão periférica da estrona.

Pérola Clínica

Pós-menopausa: testosterona ↓25%, androstenediona suprarrenal, estradiol 10-20pg/mL (conversão estrona).

Resumo-Chave

Após a menopausa, a produção ovariana de estrogênios e progesterona cessa. No entanto, a produção de androgênios (testosterona e androstenediona) continua, principalmente pelas glândulas suprarrenais, e o estradiol circulante é derivado majoritariamente da conversão periférica da estrona.

Contexto Educacional

A menopausa marca o fim da função reprodutiva ovariana, resultando em uma drástica redução na produção de estrogênios e progesterona pelos ovários. Contudo, a fisiologia hormonal pós-menopausa é complexa e envolve a continuidade da produção de alguns esteroides sexuais por outras glândulas e a conversão periférica de precursores. A produção de testosterona decresce em aproximadamente 25% após a menopausa, mas não cessa completamente. A maior parte da androstenediona pós-menopáusica é derivada das glândulas suprarrenais, com uma contribuição menor dos ovários. O nível circulante de estradiol após a menopausa é baixo, geralmente entre 10-20 pg/mL, e sua principal fonte é a conversão periférica da estrona, que por sua vez é produzida a partir de androgênios suprarrenais no tecido adiposo. Compreender essas alterações hormonais é fundamental para o manejo de sintomas da menopausa e para a avaliação de condições como hiperandrogenismo ou deficiência hormonal em mulheres pós-menopáusicas. A interação entre as glândulas suprarrenais e a conversão periférica de esteroides desempenha um papel crucial na manutenção de níveis hormonais residuais.

Perguntas Frequentes

De onde vem o estradiol após a menopausa?

Após a menopausa, a maior parte do estradiol circulante é derivada da conversão periférica da estrona, que por sua vez é produzida a partir de androgênios suprarrenais no tecido adiposo e outros tecidos periféricos.

A produção de testosterona muda significativamente após a menopausa?

Sim, a produção de testosterona decresce aproximadamente 25% após a menopausa. Embora os ovários diminuam sua contribuição, as glândulas suprarrenais continuam a produzir androgênios, mantendo níveis circulantes de testosterona, embora mais baixos.

Qual a principal fonte de androstenediona em mulheres pós-menopáusicas?

A maior parte da androstenediona pós-menopáusica é derivada da glândula suprarrenal, com apenas uma pequena quantidade ainda secretada pelo ovário, que mantém alguma atividade estromal.

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