SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2019
Hormônio lactogênio placentário, durante a gravidez, é responsável por um efeito:
Hormônio Lactogênio Placentário (HPL) → Aumenta resistência à insulina = efeito diabetogênico na gravidez.
O hormônio lactogênio placentário (HPL), também conhecido como somatomamotropina coriônica humana, tem um efeito anti-insulínico, aumentando a resistência à insulina materna e contribuindo para o estado diabetogênico da gravidez.
O hormônio lactogênio placentário (HPL), também conhecido como somatomamotropina coriônica humana, é um hormônio peptídico produzido pela placenta durante a gravidez. Sua concentração aumenta progressivamente ao longo da gestação, atingindo níveis máximos no terceiro trimestre. O HPL desempenha um papel crucial na adaptação metabólica materna para garantir o suprimento adequado de nutrientes ao feto em crescimento. Uma das principais ações do HPL é seu efeito anti-insulínico. Ele atua diminuindo a sensibilidade dos tecidos maternos à insulina, o que resulta em um aumento da glicemia materna. Essa glicose adicional fica então mais disponível para ser transportada através da placenta para o feto. Além disso, o HPL promove a lipólise, liberando ácidos graxos livres que podem ser utilizados como fonte de energia pela mãe, poupando glicose para o feto. Esse estado de resistência à insulina induzido pelo HPL, juntamente com a ação de outros hormônios placentários como progesterona, estrogênio e cortisol, é o principal fator fisiológico que predispõe a mulher grávida ao desenvolvimento de diabetes gestacional. Se o pâncreas materno não conseguir compensar essa resistência com um aumento suficiente na produção de insulina, a hiperglicemia se instala, caracterizando o diabetes gestacional. Compreender o papel do HPL é fundamental para o manejo e rastreamento dessa condição.
O HPL tem como principal função garantir o suprimento de nutrientes para o feto, aumentando a disponibilidade de glicose e ácidos graxos livres para o bebê, através de seu efeito anti-insulínico na mãe.
O HPL induz resistência à insulina nos tecidos maternos, o que leva a um aumento da glicemia materna. Se o pâncreas materno não conseguir compensar essa resistência com maior produção de insulina, pode-se desenvolver diabetes gestacional.
Além do HPL, o cortisol, a progesterona e o estrogênio também contribuem para a resistência à insulina e o estado diabetogênico da gravidez.
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