Hormônio do Crescimento (GH): Funções Fisiológicas Essenciais

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024

Enunciado

Os efeitos fisiológicos do hormônio do crescimento (GH) estão associados ao:

Alternativas

  1. A) aumento da gordura corporal devido ao seu efeito catabólico.
  2. B) crescimento linear pós-natal.
  3. C) melhora dos índices glicêmicos em pacientes diabéticos.
  4. D) diminuição dos níveis de Fator de Crescimento Associado à Insulina (IGF-1).
  5. E) balanço nitrogenado negativo.

Pérola Clínica

GH é essencial para o crescimento linear pós-natal, estimulando a síntese proteica e a lipólise, e aumentando os níveis de IGF-1.

Resumo-Chave

O hormônio do crescimento (GH) é um hormônio peptídico produzido pela hipófise anterior, cujos principais efeitos fisiológicos incluem a promoção do crescimento linear pós-natal, estimulação da síntese proteica (balanço nitrogenado positivo) e lipólise. Ele também eleva os níveis de glicose no sangue e estimula a produção de IGF-1 no fígado.

Contexto Educacional

O Hormônio do Crescimento (GH), secretado pela hipófise anterior, é um dos hormônios mais importantes para o desenvolvimento e manutenção da homeostase corporal. Sua principal função fisiológica é a promoção do crescimento linear pós-natal, atuando em conjunto com o Fator de Crescimento Semelhante à Insulina 1 (IGF-1), que é produzido principalmente no fígado sob estímulo do GH. A compreensão de seus efeitos é fundamental para o diagnóstico e tratamento de distúrbios do crescimento e metabólicos. Além do crescimento, o GH exerce múltiplos efeitos metabólicos. Ele é um hormônio anabólico para proteínas, promovendo a síntese proteica e resultando em um balanço nitrogenado positivo, essencial para o desenvolvimento muscular e reparo tecidual. No metabolismo lipídico, o GH tem um efeito lipolítico, ou seja, estimula a quebra de gorduras, contribuindo para a redução da massa gorda. No entanto, no metabolismo da glicose, o GH é considerado diabetogênico, pois aumenta a resistência à insulina e, consequentemente, os níveis de glicose no sangue, o que pode ser relevante em pacientes com acromegalia ou em tratamento com GH. Para residentes, é crucial diferenciar os efeitos do GH de outros hormônios e entender seu papel no eixo hipotálamo-hipófise-órgão-alvo. Distúrbios na secreção de GH, como deficiência de GH (nanismo) ou excesso de GH (gigantismo na infância e acromegalia na idade adulta), têm manifestações clínicas distintas e requerem abordagens terapêuticas específicas. O conhecimento aprofundado dos efeitos fisiológicos do GH é indispensável para a prática clínica em endocrinologia e pediatria.

Perguntas Frequentes

Qual o principal papel do Hormônio do Crescimento (GH) no desenvolvimento?

O principal papel do GH é promover o crescimento linear pós-natal, atuando diretamente em tecidos e, principalmente, estimulando a produção hepática do Fator de Crescimento Semelhante à Insulina 1 (IGF-1), que media muitos de seus efeitos anabólicos em ossos e músculos.

Como o GH afeta o metabolismo da glicose e dos lipídios?

O GH tem um efeito diabetogênico, aumentando a resistência à insulina e, consequentemente, os níveis de glicose no sangue. Em relação aos lipídios, o GH é lipolítico, promovendo a quebra de triglicerídeos e a diminuição da gordura corporal.

O que é o balanço nitrogenado e como o GH o influencia?

O balanço nitrogenado reflete a diferença entre a ingestão e a excreção de nitrogênio, sendo um indicador do metabolismo proteico. O GH promove a síntese proteica e reduz o catabolismo, resultando em um balanço nitrogenado positivo, o que é essencial para o crescimento e reparo tecidual.

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