SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
No embrião, a ausência do hormônio antimülleriano resulta em:
Ausência de AMH → Desenvolvimento dos ductos paramesonéfricos (Müller) → Estruturas reprodutivas femininas.
O Hormônio Antimülleriano (AMH), produzido pelas células de Sertoli nos testículos fetais, é crucial para a regressão dos ductos paramesonéfricos (de Müller) no embrião masculino. Sua ausência, seja por falta de testículos ou defeito na produção/ação do AMH, permite o desenvolvimento desses ductos, levando à formação de estruturas reprodutivas femininas.
A diferenciação sexual embrionária é um processo complexo que depende da presença ou ausência de genes e hormônios específicos. No embrião com cariótipo XY, a presença do gene SRY no cromossomo Y induz o desenvolvimento dos testículos. As células de Sertoli nos testículos fetais produzem o Hormônio Antimülleriano (AMH), também conhecido como substância inibidora mülleriana (MIS). O AMH atua localmente para induzir a regressão dos ductos paramesonéfricos (de Müller), que são os precursores das estruturas reprodutivas femininas (tubas uterinas, útero e terço superior da vagina). Simultaneamente, as células de Leydig nos testículos produzem testosterona, que estimula o desenvolvimento dos ductos mesonéfricos (de Wolff) em estruturas reprodutivas masculinas (epidídimo, ducto deferente, vesículas seminais). Portanto, a ausência do AMH, seja em embriões XX (que naturalmente não produzem AMH) ou em embriões XY com deficiência na produção ou ação do AMH, resulta na persistência e desenvolvimento dos ductos paramesonéfricos, levando à formação das estruturas reprodutivas internas femininas. Este conhecimento é fundamental para entender anomalias do desenvolvimento sexual.
O AMH, produzido pelas células de Sertoli nos testículos fetais, é responsável pela regressão dos ductos paramesonéfricos (de Müller), que, de outra forma, se desenvolveriam nas estruturas reprodutivas femininas.
Na ausência do AMH, os ductos paramesonéfricos persistem e se desenvolvem, formando as estruturas reprodutivas internas femininas, como útero, tubas uterinas e terço superior da vagina.
Os ductos paramesonéfricos (de Müller) dão origem às tubas uterinas, ao útero e ao terço superior da vagina no embrião feminino, na ausência de AMH.
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