FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023
A gravidez da atriz Claudia Raia aos 55 anos levantou a questão sobre gravidez em idade materna avançada. Pacientes que desejam orientação quanto ao congelamento de óvulos devem ser submetidas à avaliação da reserva folicular ovariana. Qual dos exames abaixo é o melhor preditor para essa avaliação?
Melhor preditor reserva ovariana = Hormônio Antimulleriano (AMH).
O Hormônio Antimulleriano (AMH) é o melhor marcador da reserva ovariana, pois reflete o número de folículos antrais e pré-antrais em crescimento, sendo menos variável ao longo do ciclo menstrual e não influenciado por hormônios hipofisários.
A avaliação da reserva ovariana é um componente crítico na medicina reprodutiva, especialmente diante da tendência de adiamento da maternidade e do aumento da procura por técnicas de preservação da fertilidade, como o congelamento de óvulos. A reserva ovariana refere-se à quantidade e qualidade dos óvulos disponíveis nos ovários de uma mulher, que diminui progressivamente com a idade. Entre os diversos marcadores utilizados para avaliar a reserva ovariana, o Hormônio Antimulleriano (AMH) se destaca como o melhor preditor. O AMH é produzido pelas células da granulosa dos folículos pré-antrais e antrais pequenos, refletindo diretamente o pool de folículos em crescimento. Seus níveis séricos são relativamente estáveis ao longo do ciclo menstrual e não são significativamente afetados por hormônios gonadotróficos, tornando-o um marcador robusto e de fácil interpretação. Outros marcadores, como a dosagem de FSH e estradiol basais (geralmente no 3º dia do ciclo) e a contagem de folículos antrais (CFA) por ultrassonografia transvaginal, também são importantes. No entanto, o FSH e o estradiol podem apresentar maior variabilidade e são mais influenciados pelo ciclo menstrual. A combinação de AMH e CFA oferece a avaliação mais completa da reserva ovariana, auxiliando na tomada de decisões clínicas e no aconselhamento de pacientes.
A reserva ovariana refere-se ao número e qualidade dos óvulos remanescentes nos ovários. Sua avaliação é crucial para estimar o potencial reprodutivo de uma mulher, especialmente em casos de idade materna avançada ou planejamento de congelamento de óvulos.
O AMH é produzido pelas células da granulosa dos folículos pré-antrais e antrais pequenos, refletindo diretamente o pool de folículos em crescimento. Seus níveis são relativamente estáveis ao longo do ciclo menstrual e não são influenciados por hormônios como FSH ou LH, tornando-o um marcador mais confiável.
Além do AMH, outros exames incluem a dosagem de FSH e estradiol basais (no 3º dia do ciclo) e a contagem de folículos antrais (CFA) por ultrassonografia transvaginal. No entanto, o AMH e a CFA são considerados os mais acurados.
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