FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Na avaliação do fator ovulatório da infertilidade conjugal está correto considerar:
HAM > 5,5 ng/ml indica alta reserva ovariana e ↑ risco de Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO) na indução da ovulação.
O Hormônio Anti-Mülleriano (HAM) é um marcador da reserva ovariana. Níveis muito elevados, embora indiquem boa quantidade de folículos, alertam para uma resposta exagerada aos gonadotrofinas exógenas, exigindo cautela no protocolo de estimulação para evitar a SHO.
A avaliação do fator ovulatório é um pilar na investigação da infertilidade conjugal. Ela se baseia na confirmação da ovulação e na estimativa da reserva ovariana. A reserva ovariana reflete o potencial reprodutivo da mulher, relacionado à quantidade e qualidade dos oócitos restantes. Os principais marcadores da reserva ovariana são a contagem de folículos antrais (CFA) por ultrassom transvaginal, realizada na fase folicular inicial (2º ao 5º dia do ciclo), e as dosagens hormonais de FSH basal e, mais especificamente, do Hormônio Anti-Mülleriano (HAM). O HAM é produzido pelas células da granulosa dos folículos pré-antrais e antrais, sendo um indicador fiel do pool de folículos em crescimento. Níveis elevados (> 5,5 ng/ml) estão associados a uma alta reserva e, clinicamente, a um risco aumentado de Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO) durante tratamentos de reprodução assistida. Para confirmar se a ovulação ocorreu, o método mais utilizado é a dosagem de progesterona na fase lútea média. É crucial entender a diferença entre os tipos de hipogonadismo: o hipogonadotrófico (causa central) cursa com gonadotrofinas (FSH, LH) e estradiol baixos, enquanto o hipergonadotrófico (falência ovariana) cursa com estradiol baixo e gonadotrofinas elevadas por ausência de feedback negativo.
Um HAM elevado (geralmente > 3.5-4.0 ng/ml) indica uma alta reserva ovariana, ou seja, um grande número de folículos antrais. Valores muito altos (> 5.5 ng/ml), frequentemente associados à Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), sinalizam um risco aumentado de hiper-resposta à estimulação ovariana.
O método padrão-ouro para confirmar a ovulação é a dosagem de progesterona sérica na fase lútea média (aproximadamente no 21º dia de um ciclo de 28 dias). Valores acima de 3-5 ng/mL são sugestivos de ovulação.
No hipogonadismo hipogonadotrófico, a falha é central (hipotálamo/hipófise), resultando em FSH e LH baixos, que não estimulam os ovários, levando a um estradiol baixo. No hipergonadotrófico, a falha é ovariana, então os ovários não produzem estradiol, e a hipófise responde com FSH e LH muito elevados.
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