UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020
O hormônio anti-mulleriano (AMH) é reconhecido como importante marcador da reserva ovariana. Qual das seguintes situações NÃO altera seu nível sérico?
Níveis de AMH são estáveis durante o ciclo menstrual, não sendo alterados pela fase.
O Hormônio Anti-Mülleriano (AMH) é um excelente marcador da reserva ovariana por ser produzido pelos folículos pré-antrais e antrais precoces, refletindo diretamente o pool de folículos em crescimento. Sua grande vantagem é a estabilidade ao longo do ciclo menstrual, não sendo influenciado pelas flutuações hormonais típicas.
O Hormônio Anti-Mülleriano (AMH) emergiu como um dos marcadores mais confiáveis e amplamente utilizados para avaliar a reserva ovariana em mulheres. Sua importância reside na capacidade de fornecer uma estimativa do número de folículos ovarianos em crescimento, correlacionando-se diretamente com o potencial de fertilidade e a resposta a tratamentos de reprodução assistida. É produzido pelas células da granulosa dos folículos pré-antrais e antrais pequenos. Diversos fatores podem influenciar os níveis séricos de AMH. O número de folículos antrais e o volume ovariano são diretamente proporcionais aos níveis de AMH. A idade da mulher é um fator crucial, com os níveis de AMH diminuindo progressivamente com o envelhecimento ovariano. O uso prolongado de contraceptivos orais pode levar a uma supressão temporária dos níveis de AMH, que geralmente se recuperam após a interrupção. Além disso, a deficiência de vitamina D tem sido associada a níveis mais baixos de AMH, embora a relação exata ainda esteja em estudo. Uma das grandes vantagens do AMH como marcador é sua estabilidade. Diferentemente de outros hormônios como FSH e Estradiol, que flutuam significativamente ao longo do ciclo menstrual, os níveis de AMH permanecem relativamente constantes, permitindo sua dosagem em qualquer fase do ciclo. Essa característica o torna uma ferramenta diagnóstica prática e eficaz para a avaliação da reserva ovariana em diversas situações clínicas, desde a investigação de infertilidade até o planejamento familiar.
O AMH é um hormônio produzido pelas células da granulosa dos folículos ovarianos pré-antrais e antrais precoces. Ele é um marcador direto da reserva ovariana, refletindo o número de folículos em crescimento e, consequentemente, o potencial de fertilidade da mulher.
Os níveis de AMH podem ser influenciados pelo número de folículos antrais, volume ovariano, idade da mulher, uso prolongado de contraceptivos orais (que podem diminuir temporariamente), deficiência de vitamina D e certas condições médicas como SOP.
O AMH é um bom marcador porque seus níveis são relativamente estáveis ao longo do ciclo menstrual, não sofrem grandes flutuações diárias e não são afetados pela ingestão de alimentos, permitindo sua dosagem a qualquer momento e fornecendo uma estimativa confiável do pool folicular ovariano.
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