Anafilaxia: Adrenalina IM como Primeira Linha de Tratamento

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Um homem de 32 anos, sem histórico conhecido de alergias, chega à sala de emergência após ingerir amendoim em um restaurante. Poucos minutos após a ingestão, ele desenvolveu urticária generalizada, edema de lábios e dificuldade respiratória com sibilos. Na chegada ao pronto-socorro, ele apresenta pressão arterial de 85/55 mmHg, frequência cardíaca de 120 bpm, e saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente. O paciente está agitado e com evidente desconforto respiratório.De acordo com as diretrizes da EAACI sobre anafilaxia, qual é a primeira intervenção que deve ser realizada no manejo deste paciente?

Alternativas

  1. A) Administração de corticoides intravenosos para reduzir a inflamação e prevenir recorrência tardia.
  2. B) Administração imediata de adrenalina intramuscular na face anterolateral da coxa.
  3. C) Administração de anti-histamínicos intravenosos para aliviar os sintomas cutâneos.
  4. D) Administração de broncodilatadores inalados para aliviar o broncoespasmo.
  5. E) Administração de fluidos intravenosos para tratar a hipotensão.

Pérola Clínica

Anafilaxia grave (urticária, angioedema, broncoespasmo, hipotensão) → Adrenalina IM imediata na coxa anterolateral.

Resumo-Chave

O paciente apresenta um quadro clássico de anafilaxia grave, com envolvimento cutâneo, respiratório e cardiovascular. A adrenalina intramuscular é a primeira e mais importante intervenção, devendo ser administrada imediatamente na face anterolateral da coxa para reverter os efeitos da reação alérgica sistêmica e prevenir a progressão para choque anafilático.

Contexto Educacional

O manejo da anafilaxia também inclui a remoção do agente causador, posicionamento do paciente (supino com pernas elevadas em caso de hipotensão), oxigenoterapia e monitorização contínua dos sinais vitais. Após a estabilização, é fundamental investigar a causa da reação e fornecer um plano de ação para anafilaxia, incluindo a prescrição de autoinjetores de adrenalina e educação sobre prevenção.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar anafilaxia?

A anafilaxia é diagnosticada quando há início agudo de sintomas envolvendo pele/mucosas (urticária, angioedema) e/ou sintomas respiratórios (dispneia, sibilos) e/ou hipotensão ou sintomas de disfunção orgânica (síncope). A exposição a um alérgeno conhecido ou provável é um forte indicativo.

Por que a adrenalina é a primeira escolha no tratamento da anafilaxia?

A adrenalina é a primeira escolha porque atua rapidamente como agonista alfa e beta-adrenérgico, revertendo os principais sintomas da anafilaxia. Ela causa vasoconstrição (aumenta a PA), broncodilatação (melhora a respiração), reduz o edema e inibe a liberação de mediadores inflamatórios.

Qual a dose e via de administração da adrenalina na anafilaxia?

A dose recomendada de adrenalina para adultos é de 0,3 a 0,5 mg (0,3 a 0,5 mL da solução 1:1000) por via intramuscular, na face anterolateral da coxa. Em crianças, a dose é de 0,01 mg/kg, com dose máxima de 0,3 mg. A via intramuscular garante absorção rápida e eficaz.

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