CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2015
Homem de 30 anos de idade, sem doenças de base, refere perda visual aguda e bilateral. Ao exame, apresenta discreta reação de câmara anterior, vitreíte leve no fundo de olho e angiofluoresceinografia (fase precoce acima e tardia abaixo) conforme evidenciados nas imagens abaixo. Evoluiu com melhora espontânea. Qual o diagnóstico mais provável?
APMPPE → Lesões placoides + 'Block early, stain late' na angiofluoresceína.
A APMPPE é uma síndrome de pontos brancos (White Dot Syndrome) caracterizada por lesões placoides sub-retinianas bilaterais que costumam regredir espontaneamente.
A Epiteliopatia Pigmentar Placoide Multifocal Posterior Aguda (APMPPE) faz parte do grupo das 'White Dot Syndromes'. Clinicamente, manifesta-se como perda visual aguda bilateral com presença de múltiplas lesões amareladas ou cremosas ao nível do epitélio pigmentado da retina (EPR) e coróide. A fisiopatologia envolve uma hipoperfusão da coriocapilar que leva a alterações secundárias no EPR. Diferente da Coroidite Birdshot (associada ao HLA-A29) ou da Coroidite Serpiginosa (crônica e recorrente), a APMPPE tem um curso tipicamente benigno. O diagnóstico é confirmado pelo padrão de 'block early, stain late' na angiofluoresceína e pela resolução espontânea das lesões, que deixam alterações pigmentares residuais.
O padrão clássico é o hipofluorescência precoce (bloqueio por edema do epitélio pigmentado e isquemia coroidiana) seguida de hiperfluorescência tardia (impregnação das lesões).
Geralmente afeta adultos jovens (20-40 anos), sem preferência por sexo, frequentemente precedida por uma síndrome gripal ou viral.
Na maioria dos casos, a doença é autolimitada com recuperação visual espontânea em semanas ou meses. O uso de corticosteroides é controverso e geralmente reservado para casos com envolvimento foveal grave.
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