Ebola: Identificação e Manejo do Caso Suspeito

UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2015

Enunciado

O homem, de 47 anos, saiu de Guiné, na África Ocidental, no dia 18 de setembro, com conexão em Marrocos, e chegou ao Brasil em 19 de setembro. Por apresentar febre e ter vindo de um dos países com casos de Ebola foi acompanhado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro (RJ). Tratava-se de:

Alternativas

  1. A) Caso.
  2. B) Caso Suspeito.
  3. C) Caso Importado.
  4. D) Caso Autóctone.
  5. E) Caso Esporádico. 

Pérola Clínica

Febre + histórico de viagem para área de risco Ebola = Caso Suspeito, exige isolamento e investigação.

Resumo-Chave

Um caso suspeito de Ebola é definido pela presença de febre e histórico epidemiológico relevante, como viagem recente a áreas com transmissão ativa da doença ou contato com casos confirmados. Essa classificação inicial é crucial para acionar os protocolos de vigilância e biossegurança, garantindo o isolamento e a investigação laboratorial.

Contexto Educacional

A Doença pelo Vírus Ebola (DVE) é uma febre hemorrágica viral grave, com alta letalidade, causada por vírus do gênero Ebolavirus. Sua transmissão ocorre por contato direto com sangue, fluidos corporais ou tecidos de pessoas ou animais infectados, ou com superfícies e objetos contaminados. Surtos de Ebola, principalmente na África Ocidental, destacam a importância da vigilância epidemiológica e da rápida identificação de casos suspeitos para conter a propagação. A definição de caso suspeito é a primeira e mais crítica etapa na resposta a um possível surto. Ela se baseia em critérios clínicos (como febre súbita, fadiga intensa, mialgia, cefaleia, dor de garganta, vômitos, diarreia, erupções cutâneas, disfunção renal e hepática, e hemorragias) combinados com critérios epidemiológicos (histórico de viagem para áreas endêmicas, contato com casos confirmados ou animais infectados). A identificação precoce permite o isolamento e a adoção de medidas de controle. O manejo de um caso suspeito de Ebola exige rigorosos protocolos de biossegurança, incluindo o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) de alto nível, isolamento em unidades especializadas e notificação imediata às autoridades de saúde. O diagnóstico laboratorial é feito por RT-PCR. Para residentes, compreender a definição de caso e os protocolos de resposta é vital para a saúde pública e a segurança dos profissionais de saúde em contextos de emergências sanitárias.

Perguntas Frequentes

Quais critérios definem um caso suspeito de Ebola?

Um caso suspeito de Ebola é definido pela presença de febre (temperatura ≥ 38,5°C) e histórico epidemiológico, como viagem recente a áreas com transmissão ativa da doença ou contato com casos confirmados ou seus fluidos corporais.

Qual a importância da definição de caso suspeito na saúde pública?

A definição de caso suspeito é crucial para acionar rapidamente os protocolos de vigilância epidemiológica, isolamento do paciente, coleta de amostras para diagnóstico laboratorial e rastreamento de contatos, prevenindo a disseminação da doença.

Quais são as medidas iniciais para um caso suspeito de Ebola?

As medidas iniciais incluem isolamento imediato do paciente em ambiente adequado, uso de equipamentos de proteção individual (EPI) completos pela equipe de saúde, notificação às autoridades sanitárias e coleta de amostras para testes laboratoriais específicos.

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